Professores e servidores técnico-administrativos da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Franca decidiram entrar em greve após assembleia realizada no último dia 20 de maio. O movimento acompanha paralisações em outras unidades da universidade, além de campi da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Os estudantes da Unesp Franca também estão paralisados desde 11 de maio.
A mobilização segue o indicativo do Fórum das Seis, entidade que reúne sindicatos e representações das universidades estaduais paulistas. Entre as principais reivindicações, estão reajuste salarial, ampliação das políticas de permanência estudantil e mudanças no modelo de financiamento das instituições públicas.
Segundo o movimento grevista, atualmente as universidades estaduais recebem 9,57% da arrecadação do ICMS. O percentual está congelado desde 1995, apesar da expansão das universidades nas últimas décadas. Com a reforma tributária e a substituição do imposto, trabalhadores e estudantes defendem que 8,64% da Receita Tributária Líquida (RTL) do Estado passem a ser destinados às instituições.
Os manifestantes afirmam que a estrutura da Unesp mudou significativamente desde a definição do atual modelo de financiamento. O número de cursos de graduação passou de 52 para mais de 130 em todo o estado, além da ampliação de programas de pós-graduação, implantação de novos campi e aumento da produção científica.
De acordo com professores, servidores e estudantes, o crescimento da universidade não foi acompanhado por aumento proporcional de recursos, situação que estaria gerando impactos nas condições de trabalho, na manutenção de laboratórios, bibliotecas, clínicas-escola e demais estruturas acadêmicas.
O movimento também cobra que o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas retome as negociações com o Fórum das Seis sobre a pauta unificada das categorias.
Até o momento, professores, servidores e estudantes seguem em greve no campus da Unesp de Franca e afirmam que ainda não receberam resposta concreta às reivindicações apresentadas.