23 de maio de 2026
VEÍCULOS EM CHAMAS

Franca tem onda de incêndios em carros; saiba se proteger

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
O especialista Ivan Molina dá dicas de segurança sobre como evitar incêndios em carros

Uma sequência de incêndios em veículos registrada nos últimos dias em Franca tem mobilizado o Corpo de Bombeiros e gerado preocupação entre motoristas. Os casos recentes de carros que pegaram fogo assustaram moradores e provocaram prejuízos elevados aos proprietários.

O episódio mais recente envolveu dois veículos novos, um Honda HR-V e uma Fiat Strada. Segundo relatos, um dos automóveis apresentava falhas elétricas com faíscas antes do incêndio.

Para entender as principais causas desse tipo de ocorrência, o Portal GCN/Sampi conversou com Ivan Molina, especialista em elétrica e mecânica automotiva com 30 anos de experiência na área.

Falta de manutenção lidera causas

Segundo Ivan Molina, os incêndios podem começar tanto em carros novos quanto usados, mas a ausência de manutenção preventiva é um dos principais fatores de risco.

“Veículos podem começar um incêndio espontaneamente por alguns motivos, mas os principais são falta de revisão e manutenção preventiva ou instalação feita por pessoas não especializadas de acessórios, alarme, som, módulos, entre outros”, afirmou.

O especialista explica que o fogo pode ter início em diferentes partes do veículo.

“No cofre do motor, por problema elétrico ou vazamento de combustível. Mas existe toda a fiação por dentro do carro e também o tanque de combustível”, detalhou.

Cheiro de queimado e falha elétrica são sinais de alerta

Ivan alerta que alguns sinais podem indicar risco de incêndio enquanto o veículo está em movimento.

“Em caso de incêndio, o carro pode apresentar cheiro de queimado e oscilação da iluminação dos faróis ou luz de teto ou painel, representando um curto-circuito. Também pode ser ocasionado por um vazamento de combustível fazendo com que o carro comece a perder força e gerar um cheiro de queimado”, explicou.

Ao perceber os sintomas, a orientação é parar imediatamente em local seguro e priorizar a retirada dos ocupantes do veículo.

“Dê prioridade à vida humana, tirando os ocupantes e se afastando até 30 metros do veículo”, orientou.

Como agir em caso de fogo

Segundo o especialista, em incêndios pequenos no cofre do motor, o capô deve ser aberto apenas parcialmente.

“Abra levemente o capô com abertura máxima de 15 centímetros para não oxigenar o fogo e use o extintor no foco do incêndio”, afirmou.

Caso o fogo esteja na parte interna do veículo, ele recomenda desligar o cabo da bateria.

Ivan também lembra que o extintor do tipo ABC deixou de ser obrigatório em carros de passeio após 2015, mas ainda pode ser adquirido como item opcional.

“O uso desse equipamento previne a propagação de pequenos focos de incêndio”, destacou.

Carros novos também podem pegar fogo

Embora veículos antigos tenham mais risco por desgaste das peças, os modelos mais modernos também podem apresentar problemas.

“Carros mais velhos têm mais desgastes das peças, tendo mais risco de incêndio. Porém os veículos mais novos, com mais tecnologia e eletrônica, também podem ter incêndio”, disse.

Já os carros elétricos, segundo ele, apresentam menor risco nesse tipo de ocorrência.

“Os carros elétricos têm menos riscos de pegar fogo do que carros à combustão”, afirmou.

Atenção ao uso da 'chupeta'

Outro ponto de atenção destacado pelo especialista é o uso incorreto dos cabos auxiliares para partida, conhecidos popularmente como “chupeta”.

“A maneira correta do uso do cabo de chupeta deve ser feita por um profissional, mas em caso de um amador é aconselhado ter muita atenção”, alertou.

Segundo ele, o primeiro passo é conectar o cabo negativo, geralmente preto, na carroceria ou no bloco do motor dos dois veículos. Depois, o cabo positivo vermelho deve ser ligado ao polo positivo da bateria.

Após a conexão correta, o carro que fornece energia deve permanecer ligado por cerca de cinco minutos antes da tentativa de partida no veículo descarregado.