25 de maio de 2026
MAIO AMARELO

Mãe relembra dor um ano após morte de Arthur em acidente

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Arquivo familiar
Arthur Amorim Boraschi e sua mãe Shirley Amorim

A morte do jovem Arthur Amorim Boraschi, de 18 anos, completa um ano nesta segunda-feira, 25, ainda marcada pela dor da família e pelas lembranças deixadas entre amigos e pessoas próximas. Arthur morreu após um grave acidente envolvendo duas motocicletas na rodovia Anna Tereza Rosa Rodrigues Alves, no km 1, próximo a Restinga, durante a madrugada de 25 de maio de 2025.

A mãe do jovem, Shirley Amorim, afirma que ainda enfrenta dificuldades para lidar com a perda e mantém viva a memória do filho dentro de casa.

Caso relembra alerta do Maio Amarelo

O caso volta a ganhar repercussão justamente durante o movimento Maio Amarelo, campanha internacional voltada à conscientização para redução de acidentes e mortes no trânsito.

A iniciativa busca alertar a população sobre comportamentos de risco e reforçar a importância da direção responsável, especialmente entre motociclistas, público que concentra grande parte das vítimas em acidentes graves.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na época, a Polícia Militar foi acionada por volta das 2h para atender uma colisão entre uma Honda CBX 250 Twister, pilotada por Arthur, e uma Honda CB300F Twister, conduzida por Heitor Augusto Abreu, de 19 anos, ambos moradores de Franca.

Arthur chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital de Franca, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. O outro motociclista sofreu apenas ferimentos leves.

Sonhos interrompidos

Webdesigner, Arthur havia passado a noite anterior em Restinga com amigos. Nas redes sociais, chegou a publicar fotos das motos antes de seguir para a cidade vizinha.

A morte gerou forte comoção entre familiares, colegas de trabalho e amigos, que prestaram homenagens nas redes sociais.

“Eu não consigo acreditar. Eu queria que fosse mentira. Vou sentir falta do seu abraço apertado, um dos amigos mais leais que eu tinha”, escreveu o amigo Ian Diniz, na época.

Um ano depois da tragédia, Shirley relembra o filho como um jovem dedicado à família, ao trabalho e aos próprios sonhos. “Meu filho era um menino maravilhoso. Não usava nenhum tipo de droga. Fazia academia, muay thai e sonhava em competir”, afirmou.

Segundo ela, Arthur havia comprado recentemente a motocicleta e estava feliz com as conquistas pessoais. “Ele trabalhava e sonhava em comprar uma casa para a gente morar. Falava que iria cuidar de mim”, contou.

'A melhor parte do dia é tentar sonhar com ele'

Shirley também relatou os impactos emocionais deixados pela perda. Ela faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico e afirma que mantém intactos os objetos e lembranças do filho. “A casa toda é cheia de lembranças dele. Não consegui doar as coisas dele e nem pretendo. Cada objeto tem uma memória”, disse.

Em um dos momentos mais emocionantes do relato, a mãe afirmou que as noites se transformaram em tentativas de reencontro com Arthur. “A melhor parte do meu dia é quando chega a noite, porque eu tento sonhar com ele.”

Ela também relembrou o carinho constante do filho. “Todo dia ele me abraçava, me beijava e dizia que me amava. Era meu parceiro, meu porto seguro.”

“As pessoas falam para seguir a vida, mas uma mãe segue de outro jeito. Esquecer nunca. Não tem como esquecer”, desabafou Shirley.