A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura o assassinato do entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, morto a tiros na garagem de casa no dia 5 de março, no Residencial Palermo, região oeste de Franca. O autor confesso dos disparos, Victor Facirolli Júlio, de 23 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, mas responde ao processo em liberdade.
Diego chegou a ser socorrido após o crime, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Victor procurou a Polícia Civil acompanhado de um advogado dias após o assassinato e confessou ter efetuado os disparos.
Segundo o depoimento prestado à investigação, a motivação do crime teria sido a descoberta de um relacionamento entre Diego e a companheira dele, após os dois se conhecerem no trabalho.
De acordo com o inquérito, a mulher afirmou que encontrou a vítima apenas duas vezes fora do ambiente profissional. Ainda conforme o relato, Victor teria descoberto mensagens trocadas entre os dois no celular dela, onde o contato do entregador estaria salvo com o nome de uma amiga.
O investigado também admitiu em depoimento que atirou com intenção de matar e entregou à polícia a arma utilizada no crime.
A mãe da vítima, Joselaine Almeida, afirma acreditar que Diego não sabia que a mulher era casada. “Se ela tivesse falado a verdade para ele, isso não teria acontecido. Meu filho tinha sonho de formar família”, declarou.
Ela também questiona o fato de o suspeito permanecer em liberdade. “Ele está vivendo normalmente, enquanto meu filho perdeu a vida. Eu quero justiça”, afirmou.
Joselaine ainda acredita que o crime possa ter sido premeditado e suspeita que informações sobre a rotina e o endereço do jovem tenham sido repassadas ao autor dos disparos.
Segundo o delegado responsável pelo caso, o inquérito foi encerrado e encaminhado ao Ministério Público, que poderá decidir sobre eventual pedido de prisão preventiva do investigado.
No dia 12 de maio, o promotor responsável solicitou novas diligências antes do envio do caso à Justiça, incluindo laudos periciais, exames do corpo da vítima e análise do conteúdo do celular apreendido.
A defesa de Victor informou que não irá se manifestar sobre o caso.