O projeto “Movimento que Cura” realizou, nesta segunda-feira, 18, uma ação no Hospital do Câncer de Franca para levar momentos de alegria e acolhimento a crianças em tratamento oncológico. Com música, dança, brincadeiras, atividades recreativas, exercícios e distribuição de presentes, a iniciativa transformou o ambiente hospitalar em um espaço de celebração e esperança para pacientes e familiares.
Há seis anos, quando Alex Sabino chegou a Franca, nasceu a ideia do projeto, criado com o objetivo de oferecer apoio emocional e diversão para crianças que enfrentam o tratamento contra o câncer. Foi durante as ações do movimento que Samuel Silveira Lucas, personal trainer conhecido como Palhaço Gambiarra, passou a colaborar com a iniciativa.
Ao participar das atividades caracterizado como palhaço, Samuel se aproximou do projeto e assumiu papel de destaque na organização das ações, realizadas anualmente no dia de seu aniversário. Atualmente, ele divide a idealização do movimento com Alex, ao lado de colaboradores, parceiros e amigos voluntários.
Segundo os organizadores, este foi o quinto evento promovido neste ano com crianças em tratamento oncológico.
Durante a ação, as crianças participaram de atividades recreativas e receberam atenção especial da equipe de voluntários. Ao final do encontro, cada uma delas ganhou uma sacola com presentes.
Entre os participantes estava o pequeno Vitor Gabriel Batista, de 4 anos, diagnosticado no início deste ano com leucemia linfoblástica aguda tipo B. Em tratamento com quimioterapia, ele participou da atividade acompanhado da mãe, Ana Karoliny Plonorio.
Segundo ela, Vitor é uma criança comunicativa, alegre e que mantém o sorriso mesmo diante da rotina intensa de tratamento.
A leucemia linfoblástica aguda tipo B é um câncer agressivo que afeta a medula óssea. A doença ocorre quando linfócitos B imaturos se multiplicam de forma descontrolada, comprometendo a produção de células sanguíneas saudáveis.
A pediatra Cibele destacou a importância de iniciativas voltadas ao bem-estar emocional das crianças durante o tratamento.
“A rotina de tratamento das crianças é difícil. São muitas picadas para exames recorrentes, elas perdem vivências simples do cotidiano, como ir à escola e ter contato com amigos e familiares, além de receberem medicamentos fortes, com efeitos colaterais como enjôos e vômitos.”
Segundo a médica, ações como o “Movimento que Cura” ajudam a devolver momentos de leveza e integração às famílias.
“Ações como essas permitem a celebração da vida, devolvem a fantasia, o lúdico e o divertir-se. Cientificamente, sabemos que o sorriso libera hormônios que promovem bem-estar e ajudam emocionalmente no enfrentamento do tratamento.”
Ela também ressaltou o impacto da convivência entre pacientes e responsáveis durante os encontros.
“Além disso, é um momento de confraternização e união. As mães e as crianças conseguem olhar para o lado e perceber que não estão sozinhas em suas dificuldades. As trocas entre as famílias fortalecem, trazem esperança e resiliência.”