19 de maio de 2026
TRABALHO

Estado de greve na Fundação Casa termina com reajuste de 3,54%

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Assembleia realizada para aprovação do reajuste salarial da Fundação CASA

O estado de greve dos servidores da Fundação Casa chegou ao fim na tarde desta sexta-feira, 16, após assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de São Paulo (SITSESP) aprovar, por ampla maioria, a proposta da Campanha Salarial 2026. O reajuste de 3,54%, calculado com base no IPC-FIPE acumulado entre março de 2025 e fevereiro de 2026, será aplicado ainda em maio, com pagamento retroativo a março, o que significa que os trabalhadores receberão três meses de diferença em um único crédito. Nem todos os pontos da pauta foram atendidos: o pedido de recomposição de 10% do chamado "descongela" segue pendente e será discutido em Dissídio Coletivo.

A proposta apresentada pela Fundação CASA vai além do salário-base. O índice de 3,54% incidirá também sobre os principais benefícios da categoria. Conforme divulgado pelo SITSESP, serão reajustados:

Os retroativos de vale-refeição e vale-alimentação, relativos a março e abril, terão crédito previsto para 1.º de junho de 2026. Já o auxílio-creche e o auxílio-berçário serão pagos em conjunto com o holerite do retroativo salarial, cujo crédito está previsto para o quinto dia útil de junho.

Carreira e perspectivas

Além do reajuste imediato, a Fundação CASA anunciou a retomada das avaliações de desempenho previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Segundo o comunicado, o processo abrangerá os exercícios de 2025 e 2026, em cronograma contínuo às avaliações realizadas entre 2023 e 2024. Trata-se de um mecanismo que permite a progressão salarial dos servidores com base em mérito — uma demanda que estava represada desde o início das negociações.

A paralisação, que afetou as unidades da Fundação CASA no estado de São Paulo, foi encerrada após a aprovação em assembleia — o mecanismo democrático que deu legitimidade ao acordo.

O que ainda está em aberto

A aceitação da proposta, no entanto, não encerra completamente o debate. A reivindicação pelo chamado "descongela" — uma recomposição salarial de 10% que a categoria considera devida — não integrou o acordo e segue em discussão no âmbito do Dissídio Coletivo. Esse ponto permanece como a principal pendência entre a categoria e a Fundação CASA, e seu desfecho dependerá do andamento do processo judicial-trabalhista.