A morte de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, encontrada no prédio abandonado conhecido como “Esqueleto”, no Parque dos Limas, em Franca, passou a ser investigada pela Polícia Civil como um possível homicídio.
O caso aconteceu no dia 18 de janeiro deste ano e, inicialmente, era tratado como uma suposta queda dentro do imóvel. Com o avanço das investigações, porém, a polícia afirma ter encontrado indícios de que a vítima teria sido brutalmente agredida antes de morrer.
O principal suspeito é o então companheiro de Fernanda, Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como “Ninguém”, que está foragido.
Segundo a investigação, ele já foi identificado e teve a prisão temporária decretada pela Justiça, mas ainda não foi localizado.
O delegado Márcio Murari, responsável pelo caso, afirmou que os elementos reunidos no inquérito reforçam a linha de investigação de homicídio.
“Tudo aponta que ela recebeu severas agressões, e as investigações indicam a possível participação do ex-companheiro. Ele já foi identificado, está com prisão temporária decretada, mas ainda não foi localizado”, afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, o suspeito já possuía histórico de agressões contra Fernanda.
“Segundo o que levantamos, ele já tinha histórico de agressões contra a vítima, o que reforça a suspeita de que tenha agredido de forma violenta, causando a morte”, completou.
No dia em que o corpo foi encontrado, a irmã de Fernanda esteve no local e descreveu a cena como chocante.
Segundo familiares, o relacionamento da vítima era marcado por episódios recorrentes de violência. Pessoas próximas ao casal também relataram agressões frequentes.
Fernanda foi encontrada morta dentro do imóvel abandonado localizado na avenida Adhemar Polo Filho. O prédio é conhecido em Franca por ser ocupado frequentemente por usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O Samu foi acionado e apenas constatou a morte da vítima. Na ocasião, Fernanda apresentava um ferimento na cabeça, e a hipótese inicial era de queda.
A suspeita começou a mudar após exames realizados pela Polícia Científica e pelo IML (Instituto Médico Legal), que auxiliaram na reconstituição das circunstâncias da morte.
Fernanda deixa cinco filhos. Segundo a família, ela recebia apoio constante dos parentes, que tentaram ajudá-la em diferentes momentos, inclusive com internações.
Três filhos estão atualmente sob os cuidados da família. Os gêmeos da última gestação foram adotados.
Natural da capital paulista, a família vive em Franca há cerca de 20 anos.