A família da estudante de biomedicina Anna Elisa Borges, de 19 anos, esteve na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca nessa quarta-feira, 13, em busca de respostas sobre o andamento das investigações do acidente que matou a jovem.
O caso aconteceu na avenida Doutor Armando de Sales Oliveira, nas proximidades da Universidade de Franca. Anna Elisa estava em um Chevrolet Celta acompanhada de dois amigos quando houve a colisão com um Volkswagen Polo preto conduzido por Clovis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos.
Mais de um mês após o acidente, familiares afirmam viver um cenário de incerteza diante da falta de esclarecimentos sobre o caso.
“Faz um mês e meio que a gente não sabe de nada. A gente está numa escuridão. Qualquer caso que acontece aparecem câmeras, imagens, mostram a hora do impacto… mas o da Anna Elisa não apareceu nada. Por quê?”, questionou a mãe da jovem, Vivian Aparecida Ferreira.
Ela também levantou suspeitas sobre possível diferença no tratamento do caso.
“Se fosse a minha filha que tivesse batido no Clovis, onde ela estaria agora? Ela estaria presa, estaria em todos os telejornais do país”, afirmou.
Emocionada, Vivian relatou o impacto da perda na rotina da família, especialmente durante o último Dia das Mães.
“Eu estou vivendo um terror que nunca imaginei. Eu só quero justiça. Eu quero que ele pague pelo que fez”, disse.
A mãe também fez um apelo para que o caso não seja esquecido.
“Eu peço que todas as mães que já perderam seus filhos, ou que têm filhos, sintam a minha dor. Me ajudem nessa jornada.”
A tia da estudante, Maria Eliza Ribeiro, também esteve na CPJ e criticou a forma como os envolvidos vêm sendo tratados.
“O que me incomoda muito é tratar homens como meninos. Eles não são meninos. A partir do momento que você dirige, que você tem liberdade, você é homem. E homem responde pelos seus atos”, afirmou.
Segundo ela, familiares ficaram chocados com a cena do acidente.
“Todos os meus familiares estiveram no local. Minha mãe, meu pai… foi uma cena de terror. O carro chegou a girar no ar.”
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael Davi, a investigação ainda depende da conclusão dos laudos periciais para determinar com precisão o que aconteceu.
Uma das principais linhas investigativas apura a possibilidade de um racha entre o Volkswagen Polo e um segundo veículo momentos antes da colisão.
Caso a hipótese seja confirmada, os envolvidos poderão responder criminalmente pela morte da estudante.
Enquanto aguardam respostas oficiais, familiares e amigos seguem mobilizados cobrando esclarecimentos.
“Eu só quero justiça”, reforçou a mãe da jovem.