15 de maio de 2026
'ATACADO CENTRAL'

Operação apreende R$ 1,2 milhão em produtos falsificados

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
WhatsApp/GCN
Materiais sendo apreendidos pela Receita Federal

O comércio irregular de roupas, eletrônicos e brinquedos importados foi alvo de uma ação conjunta da Receita Federal e da Polícia Militar de Minas Gerais na manhã desta terça-feira, 12, em Passos (MG), a 100 km de Franca.

A operação, batizada de Atacado Central, apreendeu mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias e mobilizou 15 servidores federais e 24 policiais militares.

Ao todo, oito estabelecimentos comerciais foram alvo da força-tarefa, que investigava a venda de produtos falsificados apresentados como originais.

Segundo a Receita Federal, as investigações duraram mais de um ano.

Durante a operação, os agentes encontraram produtos sem certificações obrigatórias exigidas no Brasil, como selo do Inmetro, homologação da Anatel para eletrônicos e autorização sanitária da Anvisa.

De acordo com as autoridades, os itens apreendidos seriam resultado de contrabando, descaminho e falsificação, crimes que provocam prejuízos milionários aos cofres públicos por meio da sonegação de impostos.

A Receita Federal também destacou que esse tipo de atividade pode estar associado a outros crimes, como lavagem de dinheiro, corrupção e infrações contra o consumidor.

Além das irregularidades fiscais, os órgãos alertaram para os riscos aos consumidores, já que produtos sem certificação não passam pelos testes técnicos exigidos pela legislação brasileira.

Concorrência desleal

Segundo a Receita, a operação também busca combater a concorrência desleal contra comerciantes que atuam de forma regular, recolhem tributos e seguem as normas técnicas.

A venda de produtos falsificados abaixo do preço de mercado afeta diretamente empresas legalizadas e prejudica a geração de empregos formais.

O resultado detalhado das apreensões e possíveis autuações deverá ser divulgado após a conclusão dos procedimentos administrativos.

Os responsáveis pelos estabelecimentos poderão responder por crimes tributários, contrabando, descaminho e falsificação.