O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, esteve em Rifaina, cidade a cerca de 70 quilômetros de Franca, nessa quinta-feira, 7, para apresentar projetos de tilapicultura a representantes do Paraguai. A visita teve como objetivo mostrar experiências brasileiras de produção aquícola em águas da União e discutir avanços para implantação da atividade no reservatório da Hidrelétrica de Itaipu.
A agenda reuniu autoridades brasileiras e paraguaias em torno de temas como gestão da atividade, sustentabilidade ambiental, desenvolvimento regional e ampliação da produção de peixes. Também participaram da visita a secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula; a diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes; o assessor internacional, Eduardo Sfoglia; e o superintendente de São Paulo, Adauto Batista de Oliveira.
Durante o encontro, os representantes dos dois países trocaram experiências para fortalecer a aquicultura na região de Itaipu, reservatório compartilhado entre Brasil e Paraguai. A proposta é ampliar a produção de tilápia no local.
Segundo o ministro Edipo Araujo, o projeto está ligado à geração de emprego e ao desenvolvimento sustentável.
“Toda essa discussão que envolve a produção em Itaipu, ela direciona um olhar do governo brasileiro em ampliar a produção aquícola, em gerar emprego, gerar oportunidade. Precisamos desenvolver e fomentar essa prática sustentável no nosso país”, declarou.
A tilapicultura no reservatório já recebeu parecer favorável da Itaipu Binacional e autorização das autoridades brasileiras, mas ainda depende de liberação oficial do Paraguai.
Para Fernanda de Paula, a visita dos representantes paraguaios pode acelerar o avanço regulatório no país vizinho.
“A vinda dos paraguaios é extremamente importante porque estamos dando subsídios para eles construírem a sua legislação para liberar a produção de tilápia no reservatório de Itaipu, o que vai fazer com que possamos ter um incremento na produção de peixes no Brasil”, afirmou.
A expectativa é que o reservatório tenha capacidade para produzir até 400 mil toneladas de peixe por ano, com divisão igualitária entre Brasil e Paraguai.
De acordo com o diretor de coordenação da Itaipu Binacional, Carlos Carboni, o lago já possui produção em menor escala de outras espécies e conta atualmente com cerca de 600 pescadores atuando na região.
“Estamos em vias de implementar as ações, acho que esse é o aspecto extremamente importante. Queremos ter produção, mas vamos continuar focando na sustentabilidade”, acrescentou.
Ao final da visita, o ministro destacou o crescimento da aquicultura no país.
“A aquicultura no Brasil não é mais futuro, é presente. Conseguimos observar isso na prática, em campo, junto aos nossos mais de 33 mil aquicultores”.