Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca participaram, nesta quarta-feira, 6, de uma operação da Polícia Civil com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, que resultou na prisão de ao menos quatro advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeiras em Ribeirão Preto, a cerca de 90 quilômetros de Franca.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto, Igarapava e Sertãozinho.
A ação integra a segunda fase da Operação Têmis, que investiga um esquema responsável por prejuízos estimados em R$ 100 milhões a instituições bancárias.
Entre os alvos, estão Klaus Philipp Lodoli, Rafael de Jesus Moreira, Carlos Renato Lira Buosi, Daiane Cristina Rosa, Carine Costa e Silva Araújo e Donizete Gomes da Silva. Klaus, Rafael, Carlos Buosi e Carine são advogados.
Klaus já havia sido preso na primeira fase da operação, em 2018, mas respondia em liberdade. Atualmente, ele está com o registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) suspenso.
Na chegada à delegacia, Carlos Renato Lira Buosi afirmou que pretende provar a própria inocência. “Estou tranquilo, não tem nada de mais, vou provar que essa acusação quanto à minha pessoa é infundada”, declarou.
Em nota, a OAB informou que a Comissão de Prerrogativas acompanhou as diligências para garantir o respeito aos direitos profissionais dos envolvidos.
A entidade destacou que possui mecanismos próprios para apurar eventuais infrações ético-disciplinares e afirmou que segue acompanhando o caso.
Segundo o Ministério Público, os investigados são considerados peças-chave na estrutura do grupo.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos quatro veículos, além de documentos, computadores e celulares, que passarão por análise para o avanço das investigações.