Um idoso identificado como Darci Pereira Fagundes, de 76 anos, está desaparecido há cerca de dez anos, segundo relato da família. O caso foi oficialmente registrado nesta quarta-feira, 29, pela Polícia Civil de Franca, que passou a tratar a ocorrência como desaparecimento de pessoa.
De acordo com o boletim de ocorrência, o último contato com Darci aconteceu há aproximadamente uma década, quando ele foi localizado em Franca vivendo em situação de vulnerabilidade. Após ser resgatado pelos familiares, ele voltou a desaparecer dias depois e nunca mais foi visto.
Segundo a filha, Cleide Fagundes da Silva, o histórico de desaparecimentos do pai é antigo. Ainda quando a família morava no Paraná, após o divórcio, ele deixou a casa e sumiu sem dar notícias.
Anos depois, elel reapareceu brevemente para autorizar o casamento da filha. “Ele foi, assinou os documentos, participou do casamento e, no dia seguinte, sumiu de novo”, relatou.
Desde então, a família perdeu contato por um longo período, tentando localizá-lo inicialmente por cartas e, mais tarde, por redes sociais, sem sucesso.
O paradeiro de Darci só voltou a ser conhecido cerca de dez anos atrás, quando familiares conseguiram identificar que ele estava vivo, após registros relacionados à aposentadoria. A partir de um telefone vinculado, uma das filhas chegou até uma pessoa que informou que o idoso fazia trabalhos esporádicos como cuidador de chácara, em Franca.
Ele foi descrito como alguém com comportamento nômade, que não permanecia por muito tempo em um único lugar.
A família conseguiu contato e, após buscas na cidade, uma das filhas o encontrou em uma praça. Segundo o relato, ele estava em situação bastante precária, debilitado e com problemas de visão.
Após o reencontro, Darci foi levado para a casa da família, que á havia se mudado para Franca, onde recebeu cuidados, como alimentação, roupas novas e atendimento médico. A família chegou a iniciar procedimentos para tratar a visão do idoso.
“Ele ficou cerca de uma semana com a gente. A gente cuidou de tudo, mas, quando minha irmã saiu para trabalhar, ele foi embora sem avisar”, contou a filha.
Antes de desaparecer novamente, ele recebeu um celular com contatos da família e também um papel com números anotados na carteira. Mesmo assim, nunca mais entrou em contato.
Desde então — há cerca de dez anos — não há qualquer informação concreta sobre seu paradeiro.
A família acredita que Darci possa apresentar comprometimento psicológico. Segundo o relato, ele teria desenvolvido sequelas após sofrer um ataque de abelhas africanas no passado, o que quase resultou em sua morte.
Os familiares afirmam que, desde então, ele apresenta comportamento instável, o que pode ter contribuído para os sucessivos desaparecimentos ao longo da vida.
Apesar de o desaparecimento ter ocorrido há anos, o caso foi formalmente registrado apenas agora, com o objetivo de ampliar as buscas e possibilitar a divulgação oficial. Informações que possam ajudar na localização podem ser repassadas à polícia pelo 190 e 181.