18 de abril de 2026
LUTO NO ESPORTE

Ídolos de Franca se despedem de Oscar: ‘transformou o basquete’

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Fausto, Chuí e Guerrinha, respectivamente

Os ídolos do basquetebol de Franca, Guerrinha, Fausto Giannecchini e Chuí, que jogaram com Oscar Schmidt na seleção brasileira, lamentaram a morte do ex-jogador, conhecido como “Mão Santa”.

Oscar, o maior nome do basquetebol brasileiro, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, após sofrer um mal súbito em São Paulo (SP). Ele havia superado um câncer na cabeça, diagnosticado em 2011.

Fausto, que jogou com ele na década de 1980, lembra do Sul-Americano em Valdívia, no Chile, ganhando a final da Argentina, e de alguns torneios internacionais.

O esportista disse que Oscar também jogou por Franca num torneio no Ibirapuera. "Ele sempre fez pontos. Foi a especialidade dele. Aliás, ele foi um jogador muito pontuador, detalhista, que tinha um arremesso maravilhoso."

O ex-ala-armador do Franca e da seleção conta que o legado que Oscar deixou foi a persistência, se preparar mais que os outros. "Isso serve para todas as profissões, dar o máximo de si para conseguir o resultado."

“Transformou o basquete brasileiro”

Guerrinha e Oscar brilharam com a seleção no Pan-Americano de 1987, nos Jogos de Indianápolis, naquela partida histórica contra os EUA. O ex-armador disse ser um momento muito triste para o basquetebol. "No momento de tristeza, de sentimentos, a gente tem um dia muito triste com a notícia do falecimento do Oscar. A gente, como amigos, como companheiros, agradece muito a forma guerreira que ele fez o basquetebol, que ele transformou o basquete brasileiro, ajudou a contribuir para o basquetebol mundial."

"Oscar foi um guerreiro dentro da quadra e um guerreiro principalmente nesse momento da vida dele. A gente que teve por algumas vezes contato, sabendo das dificuldades dele, ele estava lutando muito", completou Guerrinha.

"Falar de basquete é falar de Oscar Schmidt"

Chuí, o maior cestinha do basquete francano com mais de 15 mil pontos, destaca a importância de Oscar para a modalidade dentro e fora do Brasil.

"Falar de Oscar Schmidt é falar de basquete, falar de basquete é falar de Oscar Schmidt. Oscar elevou o nome do Brasil no mundo todo, é um cara que bateu todos os recordes em relação ao basquete, em termos de pontos, em termos de vitórias, tem recordes de cinco Olimpíadas, o maior pontuador das Olimpíadas, então é uma referência mundial que elevou o nome do Brasil."

O ex-ala disse que Oscar encarava todos os jogos com muita seriedade. "Como jogador, excelente pontuador, cara inmarcável, determinado e apaixonado pelo jogo, levava o jogo com a mesma seriedade e paixão todas as vezes que ele tinha a oportunidade, não importava se o jogo era considerado fraco ou um jogo difícil, estava lá o Oscar fazendo o seu máximo. Foi exemplo para muitas gerações."