O ex-jogador Oscar Schmidt, o maior nome do basquetebol brasileiro, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos, após sofrer um mal súbito em São Paulo (SP).
Segundo as primeiras informações, ele passou mal e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu.
A morte do “Mão Santa” repercute em todo o país — inclusive em Franca, cidade reconhecida como a Capital do Basquete Brasileiro e que teve, ao longo dos anos, uma relação marcada por rivalidade e até polêmicas com o ex-jogador.
Dentro das quadras, Oscar Schmidt enfrentou equipes francanas em diferentes momentos da carreira, alimentando uma rivalidade esportiva histórica.
Fora delas, no entanto, uma declaração gerou repercussão negativa na cidade. Em 2023, durante a participação no podcast “Ticaracaticast”, no YouTube, Oscar fez um comentário que repercutiu entre torcedores de Franca.
Ao relembrar uma suposta proposta para assumir o time da cidade, o ex-jogador afirmou: “imagina, eu vou para Franca? Puta lugar de merda. Começa por aí...”
A fala ocorreu em tom descontraído durante a conversa com humoristas e outros ex-jogadores, mas gerou críticas entre moradores e fãs do basquete francano, especialmente pela importância da cidade no cenário nacional do esporte.
Apesar da polêmica, Oscar Schmidt deixou um legado incontestável dentro das quadras. Entre os principais números da carreira:
Um dos momentos mais marcantes foi nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quando marcou 55 pontos contra a Espanha, recorde em uma única partida na competição.
Pela seleção brasileira, o auge veio no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos Estados Unidos.
Na decisão, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em plena casa dos adversários — feito considerado um dos maiores da história do esporte nacional.
Ao todo, Oscar somou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção, entre 1977 e 1996.