11 de abril de 2026
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Vereador de Rifaina cobra MG por manutenção em ponte: E aí, Zema?

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Diferença na pavimentação da ponte entre São Paulo e Minas Gerais

O vereador de Rifaina, a cerca de 70 km de Franca, Ernani Beraldi (PL), utilizou as redes sociais para denunciar a falta de manutenção no lado mineiro da ponte sobre o rio Grande, que liga os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

A crítica foi direcionada ao DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais) e ocorre após o DER de São Paulo já ter iniciado melhorias no trecho sob sua responsabilidade, depois da decisão da Justiça Federal de que a conservação da ponte é de responsabilidade dos dois órgãos.

Em um vídeo publicado neste sábado, 11, o parlamentar mostra a diferença entre os lados da estrutura. Enquanto o trecho paulista apresenta asfalto novo, o lado mineiro exibe buracos e remendos, evidenciando, segundo ele, a necessidade de intervenções urgentes.

Na legenda da publicação, Beraldi destacou: "De um lado criam-se leis bairristas, do outro, a ação concreta do desenvolvimento econômico".

Durante o vídeo, o vereador reforça as críticas e cobra providências das autoridades mineiras, principalmente do ex-governador e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo).
“O DER-SP já fez sua parte. E aí, Zema? E aí, Minas Gerais? Vão ficar com a fama de sempre ficarem atrasados?”, questiona.

Ele também ressalta a importância turística e econômica da região. “Isso aqui é um destino turístico em ebulição. Esse choque de gestão não pode acontecer. Aqui não é Sacramento (MG), não é Rifaina (SP). Aqui é Brasil. Desenvolvimento econômico, geração de empregos”, afirmou.

Decisão judicial sobre a responsabilidade da ponte

A manifestação ocorre em meio a uma disputa judicial sobre a responsabilidade pela manutenção da estrutura. Recentemente, a Justiça Federal determinou que os Departamentos de Estradas de Rodagem dos estados de São Paulo e Minas Gerais assumam os cuidados com a ponte que liga as duas cidades.

A decisão, proferida pelo juiz federal substituto André Luis Pereira, da 1ª Vara Federal de Franca, alterou entendimento anterior que atribuía a responsabilidade à Companhia Energética Jaguara, da Engie Brasil Energia. Ainda cabe recurso.

Conforme a sentença, caberá aos DERs:

O DER de São Paulo informou que foi notificado e já iniciou serviços de manutenção. Já o DER de Minas Gerais declarou que mantém tratativas com o órgão paulista para cumprir as determinações judiciais.

Impasse histórico

A ação civil pública foi proposta pelo MPF (Ministério Público Federal), após anos de indefinição sobre a responsabilidade pela estrutura. A ponte foi construída em 1968 como compensação pela implantação da Usina Hidrelétrica de Jaguara e, desde então, tem sido alvo de controvérsias administrativas.

Relatórios técnicos apontam problemas na pista de rolamento, infiltrações e deterioração de elementos estruturais, reforçando a necessidade de intervenções definitivas.