10 de abril de 2026
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Suspeita de cárcere termina em espancamento em Miguelópolis

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
WhatsApp/GCN
Briga entre mulheres em Miguelópolis após acusação de furto

Duas mulheres de Franca foram apontadas como suspeitas de furtar objetos de um homem, supostamente cliente de programas sexuais. Após o encontro, elas teriam sido mantidas na casa onde ocorreu o programa até devolverem os pertences. A situação levou a mãe de uma das mulheres a acionar a Polícia Militar, ao suspeitar de um possível caso de cárcere privado. A ocorrência foi registrada na última quarta-feira, 8, na avenida Frontino de Freitas, em Miguelópolis.

Ao chegarem ao endereço, os policiais fizeram contato com um homem que se apresentou como testemunha. Ele relatou que, durante a noite, um indivíduo não identificado afirmou que as duas mulheres, que fariam programas, teriam furtado seus pertences. Segundo o depoimento, elas estavam hospedadas na residência.

Uma mulher também foi ouvida no local e confirmou a mesma versão apresentada pelo homem.

Já as duas suspeitas afirmaram apenas que vieram de Franca e se recusaram a fornecer qualquer tipo de identificação.

Durante a abordagem policial, a situação saiu do controle. Houve uma briga entre as moradoras da casa e as suspeitas, com troca de agressões físicas, incluindo tapas, chutes e puxões de cabelo. Para conter os ânimos, a Polícia Militar utilizou espargidor (spray de pimenta).

Mesmo após saírem da residência com malas de roupas, as mulheres continuaram sendo alvo de agressões. Uma das pessoas presentes gritava: “Bate, bate porque merece. É ladra”.

Em determinado momento, uma das suspeitas foi atacada por várias mulheres ao mesmo tempo. Mesmo caída no chão, ela continuou sendo agredida com socos e chutes. Uma das agressoras chegou a puxá-la pelos cabelos e arrastá-la pela rua, enquanto outras continuavam as agressões. A Polícia Militar precisou intervir para encerrar a violência.

Após o tumulto, as duas mulheres não quiseram prestar declarações. Com apoio da Polícia Civil, elas foram levadas até a delegacia de Miguelópolis.

Mesmo na unidade policial, as suspeitas novamente se recusaram a se identificar formalmente e não demonstraram interesse em representar criminalmente pelos fatos.

O caso será apurado pelas autoridades.