Alunos da Escola Estadual "Nenê Lourenço" denunciaram ao portal GCN/Sampi problemas graves na alimentação escolar nos últimos dias, após encontrarem larvas na comida servida pela cozinha piloto, em Ribeirão Corrente, a aproximadamente 35 quilômetros de Franca. Segundo os estudantes, os casos ocorreram em dois dias consecutivos, levando parte dos alunos a recusar as refeições por risco à saúde.
De acordo com o relato, a aparência dos alimentos já indicava condições inadequadas para consumo. Diante da situação, os estudantes procuraram a direção da escola em busca de explicações, mas afirmam que as respostas foram insuficientes diante da gravidade dos fatos.
Além disso, os alunos criticam a decisão de restringir a entrada de marmitas trazidas de casa. Conforme informado, a justificativa apresentada seria a possibilidade de que o problema tivesse origem nos próprios estudantes - o que foi classificado como uma acusação “sem fundamento” pelos denunciantes.
Os estudantes também apontam que a nova exigência para entrada de alimentos, que inclui a presença dos pais e assinatura de um termo, desconsidera a realidade de muitas famílias. Segundo eles, responsáveis que trabalham na zona rural ou em outras cidades enfrentam dificuldades para cumprir a regra.
A URE (Unidade Regional de Ensino) de Franca informou por meio de nota que, assim que tomou conhecimento do caso, a direção da escola providenciou novas refeições aos alunos. Também foi realizada uma inspeção nos alimentos em estoque por uma nutricionista da unidade.
Ainda segundo a URE, uma notificação foi encaminhada à gestão municipal, responsável pela alimentação escolar nas escolas estaduais de Ribeirão Corrente por meio de convênio.
O órgão destacou que permanece à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos.