O programa de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, do Governo de São Paulo, completou um ano com impacto direto na região de Franca. Na cidade, por exemplo, 181 mulheres foram beneficiadas entre março de 2025 e fevereiro de 2026, com um investimento total de R$ 483,5 mil.
Na região administrativa de Franca, o número chega a 245 mulheres atendidas, com repasse de R$ 608,5 mil no período.
Em todo o estado, mais de 6 mil mulheres receberam o benefício, somando investimento de R$ 16,5 milhões.
O programa é voltado a mulheres em situação de violência doméstica que possuem medida protetiva da Justiça e se encontram em condição de vulnerabilidade social. A iniciativa oferece um auxílio mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.
Segundo dados da SEDS (Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado), a maior parte das beneficiárias está em idade economicamente ativa. A faixa etária predominante é de 30 a 39 anos, seguida por mulheres entre 40 e 49 anos e, na sequência, entre 20 e 29 anos. Juntas, essas faixas representam a maior parte do público atendido.
De acordo com a pasta, o objetivo do auxílio é garantir condições para que as vítimas consigam deixar o ambiente de violência com mais segurança, além de contribuir para a reconstrução da autonomia financeira e da vida pessoal.
“O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência”, afirmou a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Para ter acesso ao benefício, é necessário que a mulher more no estado de São Paulo, tenha renda de até dois salários mínimos (antes da separação) e esteja com medida protetiva ativa. O cadastro é feito por meio da rede municipal de assistência social.
Além do suporte financeiro, o programa também prevê acompanhamento por serviços públicos, como assistência social, saúde e segurança, ampliando a rede de proteção às vítimas.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados de forma anônima pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher.