A Santa Casa de Franca é o único hospital filantrópico da região habilitado e estruturado para realizar a captação de órgãos para transplantes, desempenhando um papel estratégico dentro do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Essa atuação permite que órgãos captados no município sejam destinados a pacientes de diferentes estados brasileiros, seguindo critérios técnicos e a lista única nacional, ampliando significativamente o alcance e o impacto social desse trabalho.
Somente nos últimos 23 anos, o hospital participou de mais de 6.000 processos de captação de órgãos, contribuindo de forma consistente com o sistema nacional de transplantes. Com base em estimativas da literatura brasileira — como as do Registro Brasileiro de Transplantes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), que apontam média de 2 a 3 transplantes por doador — esse volume pode ter contribuído, de forma indireta, para beneficiar mais de 16 mil pacientes, que aguardavam na fila única nacional por uma nova chance de vida com mais saúde, dignidade e autonomia.
Estrutura especializada e protocolos rigorosos
A captação de órgãos é considerada um dos processos mais complexos e sensíveis dentro da medicina, pois exige estrutura hospitalar altamente organizada, protocolos clínicos rigorosos e profissionais altamente capacitados.
Todo o processo envolve diversas etapas técnicas e assistenciais, que incluem:
Cada fase é conduzida com precisão técnica, responsabilidade ética e rigor científico, garantindo segurança em todo o processo.
Essa estrutura posiciona a Santa Casa de Franca como uma das principais referências regionais no processo de captação de órgãos, reforçando seu compromisso permanente com a preservação da vida.
Equipe multidisciplinar especializada
Na Santa Casa de Franca, todo esse trabalho é coordenado pela Equipe Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (e-DOT), formada por profissionais multidisciplinares altamente qualificados.
Foto: Divulgação
O grupo reúne médicos, enfermeiros, profissionais assistenciais e equipes de apoio, que atuam de forma integrada para garantir a condução adequada de todas as etapas do processo.
Atualmente, a equipe é composta por 10 profissionais especializados, que recebem capacitação contínua e atuam diretamente nos protocolos assistenciais relacionados à identificação e manutenção de potenciais doadores.
Além da excelência técnica, o trabalho também envolve um aspecto profundamente humano: o acolhimento das famílias em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.
Humanização e acolhimento às famílias
O diálogo com os familiares é conduzido com respeito, sensibilidade e total transparência.
Foto: Divulgação
Durante todo o processo, a equipe explica de forma clara o diagnóstico de morte encefálica, os critérios médicos utilizados e as etapas envolvidas na eventual doação de Essa abordagem garante que a decisão familiar seja tomada de forma consciente, segura e sem qualquer tipo de pressão, respeitando integralmente os valores e a vontade de cada família.
Para a enfermeira captadora Nanci Mara Dias, integrante da equipe de transplantes da Santa Casa de Franca, o trabalho vai muito além da dimensão técnica. “Sabemos que cada autorização representa a possibilidade de manter outras vidas. Nosso compromisso é técnico, mas também profundamente humano. Valorizamos imensamente as famílias que, mesmo em meio à dor, escolhem transformar sofrimento em esperança.”
Referência regional em assistência hospitalar
A Santa Casa de Franca integra o Grupo Santa Casa de Franca, considerado o maior complexo hospitalar da cidade e de toda a região.
O grupo reúne:
Além disso, administra unidades de saúde em diversos municípios do Estado de São Paulo.
Com assistência voltada majoritariamente ao Sistema Único de Saúde (SUS), o grupo beneficia aproximadamente 6 milhões de pessoas, oferecendo atendimento de média e alta complexidade com responsabilidade social, excelência técnica e compromisso permanente com a saúde pública.
Ser o único hospital filantrópico da região habilitado para realizar captação de órgãos reforça a relevância da instituição dentro do sistema de saúde e evidencia seu papel fundamental na promoção e preservação da vida.
Cenário das doações no Brasil
Apesar dos avanços na área de transplantes, o Brasil ainda enfrenta um grande desafio para ampliar o número de doações de órgãos.
Atualmente, cerca de 45% das doações potenciais não se concretizam devido à recusa familiar, muitas vezes motivada pela falta de conhecimento sobre o desejo do falecido em ser doador.
Por isso, especialistas reforçam a importância de conversar sobre o tema em vida.
Comunicar à família o desejo de ser doador é um passo fundamental para que esse gesto de solidariedade possa salvar outras pessoas.
Impacto nacional das doações
Os órgãos captados na Santa Casa de Franca passam a integrar o sistema nacional de distribuição de órgãos, coordenado pelo Ministério da Saúde.
Isso significa que pacientes de diferentes regiões do país podem ser beneficiados pelas doações realizadas no hospital.
Esse impacto demonstra como um gesto de solidariedade realizado em Franca pode transformar vidas em todo o Brasil.
Um gesto que salva vidas
Mais do que um procedimento médico, a doação de órgãos representa um gesto de solidariedade capaz de transformar perdas em novos começos.
Por isso, é fundamental que as pessoas conversem com suas famílias e deixem claro o seu desejo de serem doadoras.
No momento da decisão, somente os familiares podem autorizar a doação.
Falar sobre esse assunto pode fazer toda a diferença.
Converse com sua família. Seja um doador de órgãos.
Todos nós podemos fazer parte de uma nova história que continuará.
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Confira essa notícia também no site da Santa Casa:
https://www.gruposantacasadefranca.com.br/santa-casa-de-franca-unico-hospital-filantropico-da-regiao-que-realiza-captacao-de-orgaos-e-transforma-vidas-em-todo-o-brasil/