Momentos de tensão foram registrados na manhã desta quarta-feira, 11, em frente à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca, logo após o metalúrgico Victor Faciroli Julio, de 23 anos, acusado de matar o entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, deixar a delegacia.
O tio da vítima, que estava em um posto de combustíveis em frente ao prédio policial, correu em direção ao carro onde Victor estava com seu advogado e começou a gritar na avenida Dr. Alonso y Alonso, demonstrando revolta com a presença do suspeito no local.
Victor havia comparecido à delegacia mais cedo, acompanhado de advogado, onde confessou o crime ao delegado Márcio Murari, responsável pela investigação.
Durante o depoimento, ele afirmou que foi até a casa de Diego com a intenção de matá-lo. Após prestar esclarecimentos, ele foi ouvido e liberado, já que o inquérito policial ainda está em andamento.
Assim que deixou a CPJ no carro do advogado, o veículo acessou a avenida Alonso y Alonso. Nesse momento, o tio da vítima, que estava em um posto de combustíveis ao lado da delegacia, percebeu a saída do acusado.
Visivelmente abalado e alterado, ele correu pela avenida em direção ao carro, gritando contra o suspeito.
Investigadores e o delegado que acompanhavam a saída de Victor perceberam a situação e rapidamente foram até o local para conter o homem.
O tio de Diego estava em uma motocicleta e, no momento, chovia na cidade. Ele utilizava capa de chuva e capacete.
Os policiais realizaram uma abordagem e fizeram revista no corpo e nas roupas do homem, confirmando que ele não estava armado.
Durante a abordagem, ele afirmou ser tio da vítima. Após a verificação e constatação de que não havia risco, ele foi liberado.
A movimentação chamou a atenção de quem passava pela avenida e também de pessoas que estavam no posto de combustíveis no momento da ocorrência.
O delegado responsável pelo caso explicou que a abordagem foi necessária para evitar qualquer novo episódio de violência.
“Houve este problema com o tio que tentou abordar o rapaz, mas os investigadores estavam no local, já o abordaram e confirmaram que ele não estava armado, porque é uma preocupação, já que ele é autor de homicídio. Nós não podemos deixar que ocorra outro fato. Ele vai responder pela nossa legislação por homicídio duplamente qualificado. Como eu disse, não está descartado o pedido de prisão preventiva dele, mas nós precisamos trazer mais indícios. Nós temos ainda um inquérito e um prazo para terminar”.
Segundo Murari, a Polícia Civil continua investigando o caso e novas diligências ainda serão realizadas antes da conclusão do inquérito.
O entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, foi baleado no fim da manhã da última quinta-feira, 5, na porta de sua casa, no Residencial Palermo, na região oeste de Franca.
Imagens de câmeras de segurança mostram que um homem em uma motocicleta parou em frente à residência da vítima e efetuou disparos contra Diego, que estava saindo de casa em sua moto.
O jovem foi socorrido e levado para a Santa Casa de Franca, onde passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
O acusado confessou o crime e afirmou à polícia que a motivação teria sido a descoberta de um relacionamento entre a vítima e sua companheira.