Uma deficiente visual, de 47 anos, passou por momentos de dificuldade na manhã dessa terça-feira, 10, ao retornar para casa, após levar a filha de 10 anos à escola no Jardim Piratininga, em Franca. Segundo ela, o mato alto em uma área de preservação na rua Verdi Voss de Menezes acabou prendendo sua bengala e dificultando sua orientação pela pista de caminhada, fazendo com que ela se perdesse no trajeto e precisasse de ajuda para encontrar o caminho de volta.
“Não é exagero ou drama, é onde eu tenho para me guiar”, afirmou.
A moradora, de 47 anos, utiliza bengala para se orientar nas ruas e afirma que a vegetação alta na área de mata fez com que ela se perdesse, enquanto caminhava pela pista utilizada por pedestres. “O mato estava muito alto e minha bengala ficou presa. Eu não sabia mais para onde seguir”, relatou.
Segundo ela, o trajeto faz parte da rotina diária. Todas as manhãs, a mulher acompanha a filha de 10 anos até a escola e depois retorna sozinha para casa.
De acordo com a moradora, ela costuma se orientar pelo piso de cimento da pista de caminhada que passa ao lado da área de mata. “Eu sigo sentindo o cimento com a bengala, é assim que consigo me guiar até a escola da minha filha e voltar para casa”, explicou.
Na manhã dessa terça-feira, no entanto, a vegetação estava mais alta do que o normal e acabou atrapalhando sua orientação. “Foi a primeira vez que o mato ficou tão alto dessa forma. Eu não conseguia encontrar a guia para fazer a curva e voltar para casa”, contou.
Em determinado momento, ela acabou indo parar no meio da rua, que é de mão dupla e tem circulação de veículos. Um motorista que passava pelo local percebeu a situação e parou para ajudá-la.
“Graças a Deus era um conhecido da porta da escola da minha filha. Ele me ajudou a encontrar o caminho de volta”, disse.
A moradora afirma que vive no bairro há cinco anos e acompanha a filha na escola desde o primeiro ano, mas nunca havia passado por uma situação como essa. “Depois que a gente se perde, é difícil explicar para alguém como voltar para o caminho”, relatou.
Ela também afirma que caminhar pelo asfalto não é uma opção segura. “Eu não posso ir pela rua porque não enxergo e corro risco de ser atropelada”, disse.
A área de mata preservada ocupa praticamente um quarteirão do bairro e possui uma pista de caminhada ao redor, utilizada diariamente por moradores, ciclistas e pedestres.
A equipe do portal GCN/Sampi entrou em contato com a Prefeitura de Franca para verificar a situação. Segundo a administração municipal, a Secretaria de Meio Ambiente, responsável pela limpeza dessas áreas na cidade, já foi informada sobre o problema e deverá realizar a roçada no local ainda nesta semana.