11 de março de 2026
NUPORANGA

Polícia indicia homem que matou tatuador com soco no Carnaval

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/WhatsApp/GCN
O delegado Clodoaldo Vieira Delgado

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do tatuador Vitor Fonseca, de 42 anos, agredido durante o Carnaval na cidade de Nuporanga, a 50 km de Franca. O acusado, Vítor Manoel, de 25 anos, foi indiciado por lesão corporal seguida de morte, segundo o delegado responsável pelo caso, Clodoaldo Vieira Delgado.

De acordo com o delegado, a investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Nuporanga foi baseada na análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, o que permitiu a rápida identificação do autor. O agressor foi localizado ainda no mesmo dia em que as investigações começaram, após o Carnaval, e compareceu à delegacia acompanhado de dois advogados. Ele confessou a autoria do crime e apresentou sua versão para a motivação.

Segundo o inquérito, a morte ocorreu em razão de traumatismo cranioencefálico. Conforme a apuração policial, o agressor desferiu um soco no rosto da vítima, que caiu para trás e bateu a parte de trás da cabeça no calçamento da via pública.

O crime

O caso aconteceu na madrugada de 15 de fevereiro, por volta das 4h30, na Praça Eloy Lima, no centro de Nuporanga, após as festividades de Carnaval. Imagens captadas por câmeras do município e de estabelecimentos particulares registraram a ocorrência, incluindo a abordagem, a discussão, a agressão e a queda da vítima.

Segundo a investigação, o agressor teria interpretado a aproximação de Vitor Fonseca de uma criança de 8 anos como uma tentativa de importunação ou aliciamento. Testemunhas relataram que, antes da agressão, houve uma discussão entre os dois. Durante o desentendimento, a vítima teria dito a frase “eu gosto da safadeza”, apontada como o estopim para o soco.

Apesar disso, conforme destacou o delegado, as imagens não registram qualquer ato libidinoso ou de violência da vítima contra a criança, mostrando apenas o momento em que ele conversa com a menor.

Depoimentos e conclusão

Ao longo do inquérito, a Polícia Civil ouviu cerca de dez adultos, além de identificar seis adolescentes e uma criança que estavam no local. Segundo o delegado, caso necessário, esses menores poderão prestar depoimento especial em juízo, conforme avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A investigação reuniu provas técnicas, depoimentos e a própria confissão do indiciado, o que consolidou a autoria e a materialidade do crime. Com isso, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que deverá analisar o caso e decidir sobre eventual denúncia à Justiça.

Morte dois dias depois

Após a agressão, Vitor Fonseca foi socorrido e levado inicialmente ao Hospital São Geraldo, em Nuporanga. Devido à gravidade do quadro, ele foi transferido para a Santa Casa de Franca, onde morreu no dia 17 de fevereiro, dois dias após o ataque.

A investigação policial considera que a agressão foi determinante para o traumatismo cranioencefálico que levou à morte da vítima.