A Polícia Civil de Minas Gerais informou nessa quarta-feira, 26, que segue em andamento o inquérito instaurado para apurar as causas e circunstâncias do acidente náutico que matou seis pessoas no rio Grande, no último sábado, 21, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). Uma lancha com 15 ocupantes colidiu contra um píer, quando voltava de bar flutuante à noite.
Em nota, a Polícia destacou que realiza “todas as diligências necessárias” e aguarda a conclusão dos laudos periciais. Segundo o texto, novas informações só deverão ser divulgadas após o encerramento das investigações.
Seis pessoas morreram após a lancha em que estavam colidir contra um píer no rio Grande, entre Rifaina e Sacramento, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. A tragédia aconteceu na noite de sábado, 21, quando o grupo retornava de um bar flutuante.
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 15 pessoas estavam na embarcação. Nove sobreviveram. Entre os mortos, estão o piloto, quatro mulheres e uma criança de 4 anos. Todas as vítimas eram moradoras de Franca. A lancha, que tinha capacidade para oito ocupantes, incluindo o piloto, estava superlotada, segundo a Marinha.
Segundo a Marinha do Brasil, Wesley Carlos da Costa, que conduzia a lancha, não era habilitado para pilotar a embarcação envolvida no acidente.
Horas após a tragédia, a Polícia Civil de Minas Gerais já havia informado que ele não possuía habilitação. Na manhã da segunda-feira seguinte, 23, a Marinha divulgou nota afirmando que o piloto era habilitado.
No fim da tarde do mesmo dia, a Marinha emitiu uma nova nota oficial corrigindo os dados e explicou que a mudança ocorreu após uma checagem mais aprofundada realizada por peritos que estiveram no local do acidente.
A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná informou que uma equipe técnica coletou os primeiros elementos para a instauração do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação, que vai apurar as causas da colisão da lancha “Vida Boa” contra o píer.
O inquérito tem prazo inicial de 90 dias para conclusão, podendo ser prorrogado.
Ainda segundo a Marinha, nas verificações preliminares foi confirmado que a embarcação possuía documento de inscrição regular junto ao órgão competente.
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