O descarte irregular de lixo em via pública tem causado transtornos a moradores da Vila Rocha, em Bauru. Na rua Salvador Filardi, 21-75, a calçada ao redor de um terreno particular vem sendo utilizada com frequência como ponto de acúmulo de resíduos, conforme relatou a moradora Karina Silva Rocha Alves ao JCNET.
De acordo com ela, o problema é antigo e ocorre há anos. O terreno, que pertence à família e está devidamente regularizado e cercado, segundo ela, passa por manutenção periódica, incluindo capinação a cada três meses. Apesar disso, o lixo é descartado por terceiros na calçada e na esquina do imóvel.
“O terreno está limpo e cercado justamente para evitar o descarte, mas a calçada acabou se tornando um ponto frequente de acúmulo de resíduos”, explica. Segundo a munícipe, o descarte ocorre praticamente todos os dias, mesmo com a coleta regular da Emdurb. Ela afirma que muitos moradores colocam o lixo logo após a passagem do caminhão ou na noite anterior, deixando os sacos expostos por longos períodos.
A situação, de acordo com Karina, atrai animais e catadores, que acabam espalhando os resíduos pela via, agravando o problema de sujeira e mau cheiro.
Fiscalização e logística
A moradora critica a falta de fiscalização por parte do município em relação ao descarte irregular e considera que a cobrança sobre os proprietários é mais rigorosa em casos de mato alto do que em relação a quem suja a via pública. “O proprietário é rapidamente notificado quando o mato cresce, mas quem joga lixo na rua raramente é identificado ou punido”, afirma.
Nesta terça-feira (24), Karina conversou com uma equipe de coleta, que a informou, segundo o relato, que o acúmulo de sacos em esquinas é uma “estratégia” para otimizar o tempo de trabalho diante da alta demanda. Na ocasião, os trabalhadores recolheram também resíduos volumosos, como móveis e roupas, que não fazem parte da coleta comum.
A moradora ressaltou que não atribui a responsabilidade aos funcionários da coleta, mas à organização do sistema. “Os trabalhadores da ponta são atenciosos. O problema está na logística e na gestão do serviço”, pontua.
Para a moradora, o descarte irregular compromete a limpeza urbana, a estética do bairro e a saúde pública, já que o acúmulo de lixo pode favorecer a proliferação de insetos, escorpiões e criadouros do mosquito da dengue.
Ela defende três medidas principais para enfrentar o problema: intensificação da fiscalização e aplicação de multas, instalação de caçambas comunitárias para resíduos volumosos e a realização mais frequente de ações de limpeza urbana.
“O entorno depende de consciência coletiva e da presença do poder público. Sem fiscalização e estrutura adequada, o problema tende a continuar”, finaliza.