24 de fevereiro de 2026
TRAGÉDIA EM RIFAINA

'É muito abuso': vice-prefeito denuncia falta de fiscalização

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Corpo de Bombeiros de Minas Gerais
Equipe atendeu ocorrência envolvendo acidente com lancha

Após a tragédia com uma lancha, que terminou com seis mortes, na represa do Rio Grande, em Rifaina, o vice-prefeito da cidade, Alcides Diniz dos Santos Cidinho, o "Cidinho" (PSD), fez duras críticas à falta de fiscalização das embarcações que circulam na região.

O alerta ocorre em um momento em que a cidade vive forte crescimento turístico, com lançamento de condomínios, aumento da presença de visitantes e ampliação significativa na circulação de veículos aquáticos, como lanchas e jet-skis.

Segundo Cidinho, a responsabilidade pela fiscalização das águas é integralmente da União, por meio do Governo Federal, da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa. “A responsabilidade é 100% da União. Quem cuida é a Marinha, por meio da Capitania”, afirmou.

De acordo com Cidinho, a Capitania dos Portos responsável pela região fica em Barra Bonita (SP) e atende a mais de 300 municípios. “Eles vêm aqui três ou quatro vezes por ano. E no dia que vêm, você entra na represa e não vê ninguém, porque o pessoal fica sabendo que eles estão aqui. Como é tudo irregular, ninguém entra”, declarou.

O vice-prefeito classificou a situação como preocupante. “É muito abuso. Isso é notório”, disse. Ainda segundo ele, cabe aos poderes Executivo e Legislativo, além dos governos municipais e estaduais, cobrar da União uma fiscalização mais efetiva.

Mergulhador cobra melhorias

O mergulhador profissional Tcharly Moreira fez críticas à gestão dos recursos destinados à represa. “Infelizmente, nós já fizemos vários projetos para poder beneficiar quem navega na represa, mas a verba que a Prefeitura recebe para isso, eles somem com ela para outros lados", disse.

"Precisa urgentemente cortar umas madeiras que fazem ocorrer esses acidentes, e fazer uma hidrovia sinalizada para poderem navegar no lugar certo, sentido certo, finalizar com iluminação solar. O governo libera verba e eles não investem”, afirmou.