17 de fevereiro de 2026
SAÚDE

Hospital Três Colinas terá cirurgias inéditas em Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Giovanna Attili/GCN
DRS, Farmácia de Alto Custo gerida pela Faepa e Ricardo Bessa, diretor do DRS de Franca

O Hospital Estadual "Três Colinas" está prestes a revolucionar o atendimento de saúde na região de Franca com a introdução de novas tecnologias e procedimentos inéditos. Sob a gestão da Faepa, a unidade hospitalar contará com tratamentos sofisticados como cirurgias endovasculares e atendimento especializado para acidente vascular cerebral (AVC), visando reduzir filas e aumentar a capacidade operacional. A inauguração, que deve antecipada para o final de abril, marca uma nova era na assistência médica local.

O diretor do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Franca, Ricardo Bessa, concedeu entrevista exclusiva ao portal GCN/Sampi na manhã de sexta-feira, 13, na sede do DRS VIII, em Franca. Bessa disse que há a expectativa de que a inauguração, antes prevista para junho, seja antecipada para daqui entre 10 e 12 semanas, ou seja, final de abril ou início de maio. Segundo ele, essa antecipação é um desejo do Governo do Estado de São Paulo.

A Faepa (Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo), vencedora do chamamento para gerir o novo hospital, também é responsável pela gestão da Farmácia de Alto Custo da cidade. Ricardo descreveu a relação com a instituição como algo de muito valor, por conta dos profissionais capacitados e da boa comunicação entre ambas as partes.

“Equipes altamente competentes, muito comprometidas. Nós não temos nenhuma dificuldade de relacionamento com a Faepa”, afirmou.

Além disso, Bessa citou o projeto assistencial do hospital, que foi formulado no DRS, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, e afirmou que vê nos representantes da Faepa uma grande vontade de cumprir todas as coisas presentes no projeto.

O faseamento

Ricardo Bessa explicou que a primeira fase do Hospital Estadual deve começar com quase 50% das atividades. São esperados em funcionamento setores como leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), leitos de clínica médica e clínica cirúrgica, centro cirúrgico com capacidade reduzida, leitos de pediatria, leitos de psiquiatria, atendimento de pelo menos uma sala cirúrgica, duas salas cirúrgicas no Hospital Dia, pronto atendimento, ambulatório, serviço de diagnóstico, de radiologia, de tomografia, entre outros.

“(Tudo isso) está previsto para a primeira fase. No período de 18 meses, teremos a capacidade totalmente instalada. É um hospital de alta complexidade, alguns procedimentos de alta complexidade entram na fase posterior”, explicou Bessa.

O diretor ainda reforçou que o hospital tem um heliponto e receberá atendimentos de urgência, como acidentes e outros casos, de forma mais rápida e eficiente.

“Nós temos a certeza que é um hospital que vai atender as nossas demandas mais importantes. […] Nós vamos diminuir filas de cirurgias, de procedimentos eletivos. Nós vamos ter uma capacidade operacional muito maior”, contou.

Procedimentos complexos

Novas tecnologias serão implantadas no novo hospital. Segundo Ricardo, novos tratamentos, que antes não eram vistos na região, serão realizados pelo Hospital Estadual “Três Colinas”.

“Tem procedimentos de cirurgia vascular, chamados procedimentos de endovascular, que são mais sofisticados. Esse hospital vai fazer esse tipo de procedimento. O atendimento para pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), o hospital também vai fazer”, relatou Bessa.

Ainda são esperados outros procedimentos, também mais complexos, que ainda estão em trâmite de negociação para serem implantados.