O garoto francano Davi Miguel, de 11 anos, voltou a ser internado. Ele apresentou um quadro febril devido a uma infecção, resultando em inchaço e água no pulmão. A família encaminhou Davi para São Paulo na quarta-feira, 5, onde se encontra internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Infantil Menino Jesus.
O menino é conhecido em Franca por sua história de luta pela vida, desde seu nascimento quando foi diagnosticado com a doença rara - inclusão das microvilosidades intestinais -, que impede a absorção dos nutrientes pelo organismo. A única forma de nutrir o menino é pelo sistema venoso, por meio da alimentação parenteral.
Além da preocupação rotineira com Davi, a família encontrou dificuldades com o transporte do garoto para São Paulo. Indignados com a recusa do transporte do filho, os pais postaram uma mensagem nas redes sociais reclamando do plano de saúde do garoto, a Hapvida. A família mantém uma página nas redes sociais com o nome “Movidospelavida_Davimiguel” com informações sobre o garoto.
Um trecho da postagem diz: “Davi Miguel precisou ser transferido para São Paulo. Algo que deveria ser tratado com urgência e humanidade se transformou em sofrimento. O convênio Hapvida negou a ambulância por quatro vezes. Quatro negativas diante de uma criança que precisava de cuidado, respeito e responsabilidade”.
Nesta segunda-feira, 9, Jesimar Gama, pai do menino, disse que o filho já está realizando todos os exames e tratamento necessários. “Ele não estava bem semana passada e passou pelo hospital aqui em Franca, fez exames e constatou alteração. Foi pedida a transferência dele para São Paulo, que foi negada, negaram quatro vezes. Por fim, o levamos para São Paulo e ele está na UTI se tratando com antibióticos”.
A Hapvida foi procurada para comentar a acusação de recusa da remoção do paciente, mas não respondeu até a publicação deste texto.
Leia a postagem da família:
Hoje escrevo como mãe/pai, com o coração apertado e cheio de indignação.
Meu filho, Davi Miguel, está internado e precisou ser transferido para São Paulo. Algo que deveria ser tratado com urgência e humanidade se transformou em sofrimento.
O convênio Hapvida negou a ambulância por quatro vezes. Quatro negativas diante de uma criança que precisava de cuidado, respeito e responsabilidade.
Não estamos falando de favor. Estamos falando de direito, de vida, de dignidade.
Fica aqui nossa indignação, nossa dor e nosso pedido por mais empatia e compromisso com quem confia e paga por um serviço esperando proteção nos momentos mais difíceis.
Davi é forte, é um guerreiro, e seguimos lutando por ele. Mas nenhuma família deveria passar por isso.