A crise de infraestrutura no bairro Recanto Fortuna, em Franca, atingiu um nível crítico neste fim de semana após uma cratera se abrir na rua devido às fortes chuvas. O buraco causou um acidente com um Fiat Uno, que ficou preso no local, intensificando a revolta dos moradores que vivem às margens da rodovia Presidente Tancredo Neves. A situação do bairro foi noticiada pelo portal GCN/Sampi, no dia 3 deste mês.
Além do veículo engolido pela erosão, outros incidentes foram registrados. Um morador relatou que seus pais caíram em um buraco na noite de sábado, 7, por volta das 22h, e foram obrigados a abandonar o carro.
Sem iluminação pública no bairro, os idosos precisaram caminhar por três ruas no escuro, usando apenas a lanterna do celular para conseguir chegar em casa.
A situação é mais dramática no cruzamento das ruas Maria Carmem Carelli Dermínio e Cyrillo Maniglia. Segundo os relatos, o lamaçal impede que os moradores entrem ou saíam de suas garagens.
A Prefeitura de Franca, por meio da Secretaria de Infraestrutura, informou no dia 3 de fevereiro que a responsabilidade financeira pela pavimentação e drenagem é dos proprietários, por meio do Plano Comunitário de Melhorias. O Executivo alega que o loteador deveria ter realizado as intervenções, criando um impasse que já dura 30 anos.
Diante do que chamam de "uso político" da situação em épocas de eleição, a comunidade decidiu agir de forma independente. Há um movimento organizado para iniciar a instalação de bloquetes por iniciativa própria em maio de 2026.
"Já esperamos demais. Sabemos que nunca terá solução que parta da Prefeitura, então vamos enfrentar as dificuldades por nós mesmos", diz um dos líderes do movimento, enfatizando que o grupo pretende superar as barreiras burocráticas para garantir o direito de ir e vir.