Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam nesta quarta-feira (4) um mês desaparecidos. Desde o sumiço, as forças de segurança mantêm uma operação ininterrupta de buscas e investigação, sem que haja, até o momento, qualquer desfecho sobre o paradeiro das crianças.
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O caso é apurado no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), onde os irmãos foram vistos pela última vez, em 4 de janeiro. A área fica a cerca de 20 quilômetros da sede do município e apresenta obstáculos naturais que dificultam o trabalho das equipes, como mata fechada, regiões alagadas e diversos cursos d’água.
No dia do desaparecimento, as crianças saíram de casa acompanhadas de Anderson Kauan, de 8 anos, para brincar enquanto procuravam um pé de maracujá. Os três desapareceram, dando início às buscas feitas por familiares e moradores.
No dia seguinte, uma força-tarefa foi montada com participação das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. As ações foram ampliadas com o uso de helicópteros, drones e cães farejadores. Em 7 de janeiro, Anderson foi encontrado com vida por um carroceiro, em um matagal a cerca de quatro quilômetros da residência, sem roupas.
Durante os dias seguintes, equipes localizaram peças de roupas infantis na mata, mas a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão descartou que os itens pertencessem aos irmãos desaparecidos. A prefeitura chegou a oferecer recompensa de R$ 20 mil por informações.
As buscas ganharam reforço do Exército, da Marinha e de batalhões ambientais, reunindo centenas de agentes e voluntários. Também foram realizadas varreduras em áreas de mata, lagos e no Rio Mearim, onde bombeiros percorreram cerca de 180 quilômetros. As operações aquáticas foram encerradas em 22 de janeiro.
Mesmo após a varredura de aproximadamente 200 quilômetros de área, nenhum vestígio concreto foi encontrado. Equipes especializadas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas, com apoio de cães farejadores, da Força Estadual e das Forças Armadas.
Paralelamente, a Polícia Civil instaurou inquérito e formou uma comissão especial de investigação. Entre as medidas adotadas estão a ativação do protocolo Amber Alert nas redes sociais, coleta de material genético de familiares, análises periciais e disponibilização de canais de denúncia.
A principal linha investigativa aponta que as crianças possam ter se perdido na mata, embora outras hipóteses, incluindo eventual participação de terceiros, não estejam descartadas. O caso segue sob investigação.