Moradores de Igarapava realizaram, na tarde deste domingo, 1º, uma manifestação pedindo justiça pela morte da cachorra "Rajada”, que foi arrastada por quilômetros presa à traseira de uma caminhonete no município.
O ato teve início por volta das 16h, na praça Ilka Fleury, e seguiu até a praça Rui Barbosa. Os manifestantes percorreram um trajeto de aproximadamente quatro quilômetros, o mesmo caminho feito pelo veículo enquanto o animal era arrastado.
Com cartazes e palavras de ordem, a população cobrou punição ao responsável pelo crime e mais rigor na aplicação das leis de proteção animal. O caso gerou forte comoção na cidade e repercussão nas redes sociais.
O crime aconteceu na noite de 25 de janeiro. A cachorra, que estava prenha, morreu antes de receber atendimento veterinário, assim como os dez filhotes que ela esperava. Testemunhas afirmam que o motorista da caminhonete sabia que o animal estava preso ao veículo e não parou mesmo após ser alertado por outras pessoas.
O suspeito, Lourival Ribeiro da Silva, de 65 anos, foi preso em flagrante, mas passou por audiência de custódia e vai responder em liberdade pelo crime de maus-tratos a animal, agravado pela morte.
À Polícia Civil, ele afirmou que o neto de 7 anos pode ter amarrado a cachorra à caminhonete e que não percebeu o animal preso ao veículo porque saiu com pressa. A defesa disse que ele está abalado e que não teve intenção de provocar a morte do animal.
Durante a manifestação, moradores reforçaram o pedido para que o caso não fique impune e para que situações semelhantes não se repitam.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.