Moradores do bairro Recanto Fortuna, em Franca, enfrentam uma batalha de três décadas por infraestrutura básica. Quem vive narua Maria Carmem Carelli Dermínio, especialmente na esquina com a rua Cyrillo Maniglia, relata que a falta de asfalto torna a vida na região um transtorno. Segundo as denúncias, a cada chuva, a via se transforma em um lamaçal, impedindo os residentes de entrarem ou saírem de suas próprias casas.
A situação é descrita como uma "briga antiga". Os moradores afirmam que, apesar de pagarem o IPTU regularmente, a atenção do poder público é insuficiente. O local, apontado como uma das principais vias do bairro, sofre com a formação de buracos gigantes e acúmulo de terra, bloqueando o tráfego de veículos e pedestres.
De acordo com os relatos da vizinhança, a Prefeitura realiza manutenções esporádicas, enviando máquinas para compactar a terra "algumas vezes" ao ano. No entanto, a medida não resolve o problema estrutural, que retorna assim que volta a chover.
A comunidade também aponta o uso político da situação. Segundo os moradores, promessas de solução definitiva são comuns durante períodos eleitorais, mas nunca se concretizam após as votações. "São mais de 30 anos esperando", desabafa um morador, citando que reclamações já foram registradas diversas vezes sem efeito prático.
Questionada sobre a situação, a Secretaria de Infraestrutura informou que a responsabilidade financeira pela obra definitiva recai sobre os moradores.
Em nota, a pasta declarou que "as obras de drenagem e pavimentação do Recanto Fortuna deverão ser realizadas através do Plano Comunitário de Melhorias, mediante pagamento por parte dos proprietários de imóveis".