Os preços dos combustíveis continuam elevados em cidades do interior de São Paulo, como Franca, Barretos, Ribeirão Preto e Sertãozinho, segundo dados do painel interativo da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O levantamento, que reúne informações entre 7 de dezembro de 2025 e 18 de janeiro de 2026, mostra que etanol e gasolina subiram ou permaneceram em patamar alto.
Em Franca, o etanol apresentou alta ao longo do período analisado, passando de R$ 4,31, em 7 de dezembro, para R$ 4,54 em 18 de janeiro. Já a gasolina saiu de R$ 6,31 para R$ 6,54 no mesmo intervalo, com pequenas oscilações semanais, mas mantendo tendência de preço elevado.
Em Barretos, o comportamento foi semelhante. O etanol, que custava R$ 4,34 no início de dezembro, chegou a R$ 4,55 na última semana com dados disponíveis. A gasolina também subiu no período, passando de R$ 6,33 para R$ 6,53, indicando aumento acumulado ao longo das semanas.
Já em Ribeirão Preto, os preços permaneceram estáveis até o fim de dezembro, com o etanol girando em torno de R$ 4,26 a R$ 4,28 e a gasolina entre R$ 6,32 e R$ 6,34. Em Sertãozinho, o etanol manteve média de R$ 4,27, enquanto a gasolina ficou próxima de R$ 6,16 a R$ 6,17 no mesmo período.
Para ambas as cidades, não há dados disponíveis no painel da ANP para as semanas de janeiro, o que impede a visualização de eventuais alterações mais recentes nos preços.
A Petrobras informou que o reajuste anunciado na última quarta-feira, 27, corresponde a uma redução de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina A comercializada para as distribuidoras, o que representa uma queda de 5,2% no valor praticado nas refinarias. A medida passou a valer no dia de sua publicação e se restringe à etapa inicial da cadeia de comercialização.
O valor reduzido não é repassado de forma automática ao consumidor final, já que o preço da gasolina nos postos inclui a mistura com etanol anidro, além de impostos federais e estaduais, custos logísticos e margens de lucro da distribuição e da revenda. Por esse motivo, a diminuição anunciada ainda não se reflete nos preços observados nas bombas, conforme apontam os dados mais recentes da ANP.