O paciente Ricardo Alberto Aidar, de 48 anos, que estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca há duas décadas, morreu na noite desta quarta-feira, 21, após o agravamento de seu quadro clínico.
Ricardo sofria de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença neuromuscular genética rara e progressiva que o obrigava a usar ventilação mecânica constantemente.
A distrofia muscular é causada pela ausência da proteína distrofina, crucial para a saúde muscular. Essa deficiência leva à fragilidade e morte das células musculares, resultando em dificuldades de movimento, problemas cardíacos e respiratórios. Não existe cura para essa doença.
O paciente apresentou melena há aproximadamente 15 dias, o que agravou seu estado de saúde, chegando ao óbito.
Apesar do prognóstico reservado, ele permaneceu internado por vinte anos. Durante esse período, ele desenvolveu laços com os médicos, enfermeiros e outros profissionais da unidade de saúde.
O sepultamento de Ricardo Alberto Aidar aconteceu nesta quinta-feira, 22, às 15h, no Cemitério Jardim das Oliveiras, em Franca.