02 de fevereiro de 2026
EXTRATERRESTRES

30 anos do Caso Varginha: o mistério que o tempo não apagou

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Divulgação/Prefeitura de Varginha
'Memorial do ET', em Varginha (MG)

Trinta anos se passaram desde aquele janeiro de 1996, quando Varginha (MG), município a aproximadamente 310 quilômetros de Franca, deixou de ser apenas uma cidade tranquila do interior mineiro para se tornar protagonista de um dos casos ufológicos mais famosos do planeta. A história da suposta aparição do "ET de Varginha" segue viva, sem ponto final e, talvez, sem uma conclusão definitiva.

Para entender a dimensão do Caso Varginha, é preciso olhar para o relógio e para o calendário daquele mês de janeiro de 1996. O que começou com relatos isolados evoluiu rapidamente para uma narrativa complexa envolvendo bombeiros, militares, civis e hospitais.

Sequência dos acontecimentos

O primeiro sinal aconteceu no dia 13 de janeiro, uma semana antes da "visita" à cidade, um professor de geografia e piloto de ultraleve, relata ter visto a queda de um objeto voador não identificado. Segundo ele, o objeto, que tinha formato de "charuto", teria caído em uma fazenda a cerca de 10 km de Varginha.

O Dia D foi num sábado, 20 de janeiro, quando a rotina da cidade virou de cabeça para baixo. Os eventos se sucederam em questão de horas:

O transporte do suposto Alien, aconteceu em 22 de janeiro, dois dias após as capturas, testemunhas relatam uma movimentação atípica no Hospital Humanitas. Um comboio militar teria retirado a criatura (ou as criaturas) da unidade para levá-la à Unicamp, em Campinas.

Quase um mês depois, no dia 15 de fevereiro, o caso ganha um contorno dramático. O policial Marco Eli Chereze, que participou da suposta captura no dia 20, morreu após passar por uma pequena cirurgia para retirada de um cisto. A causa da morte foi infecção generalizada, levantando suspeitas entre ufólogos de que ele teria sido contaminado por uma bactéria desconhecida ao tocar na criatura sem proteção.

Ao longo de três décadas, o caso acumulou certezas e muitas dúvidas.

Independente da verdade sobre a criatura, Varginha mudou. O ET virou identidade local. A caixa d'água em formato de nave, os pontos de ônibus temáticos e o memorial do ET mostram como a cidade abraçou a lenda. Locais como o terreno no Jardim Andere e os hospitais Regional e Humanitas tornaram-se pontos turísticos e de curiosidade histórica. Trinta anos depois, a cidade seguiu em frente. A história, não.