10 de julho de 2026
INDIGNAÇÃO

Clientes denunciam calote de loja feminina em Franca

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Instagram
Mensagem publicada no Instagram da loja no dia 15 de novembro

Consumidores registraram boletins de ocorrência por suspeita de estelionato contra a loja Flor de Menina, em Franca. O comércio, que vende roupas a preços mais baixos no site do que na loja física, acumula queixas por produtos não entregues, pedidos incompletos e ausência total de assistência ao cliente. No Google, a empresa reúne avaliações negativas e relatos de experiências semelhantes.

Segundo clientes, os problemas não começaram agora. Há meses, pedidos feitos pelo site chegavam faltando peças e a loja não oferecia retorno sobre reembolso. Mesmo assim, produtos que não eram enviados continuavam sendo vendidos normalmente. A proprietária anunciou recentemente o fechamento da loja física, mantendo apenas as vendas online.

O cenário piorou há cerca de um mês, quando ela publicou nas redes sociais que teria sofrido um assalto, precisava se afastar das atividades e que realizaria reembolsos mediante contato por e-mail. Desde então, porém, todos os meios de comunicação foram desativados: e-mails não têm resposta, números de WhatsApp foram desligados e o Instagram bloqueou comentários e mensagens, de acordo com relatos das clientes.

Diante do sumiço da responsável e da falta de resolução, mais de 120 clientes se organizaram em um grupo para buscar orientações e somar provas.

Um dos boletins de ocorrência registrados cita detalhadamente que a suposta fraude ocorreu pela internet e descreve meses de problemas envolvendo pedidos incompletos, falta de reembolso e o desaparecimento da proprietária após o suposto assalto. O documento registra que a loja fechou a unidade física, manteve as vendas online e, logo depois, deixou de responder em todos os canais. Também aponta que diversos consumidores ficaram sem os produtos e sem o dinheiro de volta.

O BO informa ainda que o caso foi inicialmente enquadrado como estelionato (artigo 171 do Código Penal) e encaminhado para a unidade policial responsável pela área, que deve avaliar a continuidade das investigações. O documento reforça a orientação para que vítimas compareçam à delegacia para formalizar a representação criminal dentro do prazo legal.

Nas redes sociais, após pressão dos consumidores, uma mensagem atribuída ao setor jurídico da loja afirmou que, por dificuldades financeiras, os reembolsos não podem ser feitos no momento, prometendo regularização futura — sem prazo definido.

Enquanto isso, o grupo de clientes tenta localizar mais pessoas prejudicadas para fortalecer as denúncias coletivas e garantir que o caso avance juridicamente. “Estamos sem respostas e com prejuízos altos. Queremos apenas nosso dinheiro de volta”, afirma uma das participantes.

A reportagem tentou contato com a Flor de Menina através do e-mail oficial da loja, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.