01 de abril de 2026
CULTURA

Mostra cultural destaca raízes africanas em escola de Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Giovanna Attili/GCN
Equipe da Emeb 'Profa. Maria Brizabela Bruxellas Zinader', do Jardim Luíza, de Franca

A Emeb “Profa. Maria Brizabela Bruxellas Zinader”, no Jardim Luíza, em Franca, promoveu uma mostra cultural nesta sexta-feira, 14. O tema abordado foi “Vozes da Terra. Cores do Povo”, com referência à história das origens africanas.

O evento começou às 9h30 e recebeu os pais e responsáveis de alunos da instituição. O ambiente estava totalmente decorado, cheio de cores e referências à cultura africana. Símbolos Adinkras, grafismos com urucum, africanidades, Baobá: A Árvore da Vida, Livro de Obax e releituras das culturas africana e indígena foram expostos no local.

"Essa mostra foi pensada para apresentar a riqueza cultural. Para que os alunos pudessem vivenciar isso, tocando e participando das brincadeiras, tendo essa experiência com a arte e principalmente com a arte africana e com a arte indígena, que está na nossa essência", explicou a coordenadora Daiane Tristão.

“Acho que para ter um conhecimento maior da questão do que o negro viveu, porque muitas pessoas não sabem, então nós temos que começar isso dentro da escola, desde o início, para isso dar sequência, para a gente ter depois uma união entre todas as raças”, completou a pedagoga Paula Silva.

Durante o evento, as crianças realizaram apresentações musicais. As turmas do segundo, terceiro e quarto ano se apresentaram para todos os presentes.

Segundo o professor de música Adriano de Figueiredo, o segundo ano se apresentou com música indígena, baseando-se um pouco na cultura caipira da região. O terceiro ano, que estudou diretamente as matrizes da música brasileira, apresentou uma junção de música africana e indígena, com instrumentos de percussão e coreografia.

“Quando eles vão apresentar, eles acabam se dedicando, trazendo um lugar de fruição artística, que é importante para o desenvolvimento deles. Eles ficam animados, ensaiam com mais dedicação. É uma forma de a gente ver que o nosso trabalho está surtindo efeito, está fazendo sentido para eles. Eles cantaram, tocaram muito bem, dançaram e se divertiram”, afirmou o professor.

“Esse envolvimento se tornou mais forte porque trouxemos questões vividas no dia a dia, personalidades francanas, pessoas que são evidência não só no nosso país, mas também no mundo. Essas obras, todas confeccionadas pelos próprios alunos, fizeram com que a experiência ficasse mais rica, porque eles as fizeram com as próprias mãos e eles mesmos sugeriram o que seria feito”, finalizou a coordenadora.