10 de julho de 2026
CAPTURADO EM FRANCA

Laudo aponta que cabeleireira foi morta com 14 golpes de faca

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Polícia Civil MG
Policiais durante coletiva em Uberaba (MG)

Um laudo da Polícia Científica de Minas Gerais apontou que a cabeleireira Raphaella Fachinelli, de 28 anos, foi morta com 14 golpes de faca, todos na região do rosto e do pescoço. O laudo foi divulgado nessa sexta-feira, 14. O principal suspeito, Marcelo Borges Moura Júnior, de 30 anos, foi preso em Franca no fim da tarde de quinta-feira, 13, na Vila Santa Cruz, e foi ouvido pela Polícia Civil em Uberaba (MG).

Segundo a investigação, Marcelo devia R$ 35 mil à vítima e o crime teria sido premeditado. Para os policiais, a dívida é considerada um dos principais motivadores do assassinato. O assassino estava foragido desde segunda-feira, 10, dia em que Raphaella foi morta a facadas dentro da própria casa. Após o crime, ele tomou banho no local, fugiu com o Fiat Argo branco da vítima e, horas depois, abandonou o veículo na avenida Rio Amazonas, em Franca.

Durante o depoimento, o suspeito afirmou não se lembrar do momento do crime. Ele confessou apenas que levou Raphaella até a casa da namorada para tentar fazer um saque com uma máquina de cartão. Ainda conforme a polícia, após o homicídio ele teria esvaziado as contas bancárias da jovem e fugido para Franca.

Câmeras de segurança registraram Marcelo entrando em um centro comercial, fazendo compras e permanecendo cerca de 40 minutos na praça de alimentação, como se nada tivesse acontecido.

Mesmo com suspeitas de que continuava escondido na região, Marcelo seguia sem ser encontrado. A prisão foi possível após ele realizar um PIX de R$ 850 da conta de Raphaella para sua própria conta, no começo da noite de quinta-feira. Marcelo comprou um novo celular e um chip, além de planejar seguir para Ribeirão Preto e depois para outra cidade

No momento da captura, Marcelo estava na rua Pedro Spessoto, vestindo bermuda e uma blusa de manga longa, possivelmente para esconder as tatuagens vistas nos vídeos que viralizaram durante a semana. Ele aguardava um carro de aplicativo que havia chamado.

Após a prisão, Marcelo foi encaminhado inicialmente à Delegacia de Uberaba, mas não pôde ser levado para o interior do prédio devido ao grande número de pessoas revoltadas com o crime. Para evitar linchamento, os policiais transferiram imediatamente o suspeito para a Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba.

Marcelo deverá responder por homicídio triplamente qualificado e sua prisão é temporária, mas a Polícia Civil mineira já solicitou a preventiva.