12 de março de 2026
PRISÃO

Líder de quadrilha que atacou carro-forte é condenado a 46 anos

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
GCN
Carro-forte incendiado após ataque na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Restinga

A Justiça de Franca condenou Ricardo Marques Trovão Lafaeff, apontado como líder da quadrilha responsável por ataques a carros-fortes em Restinga no ano passado, a 46 anos e 10 meses de reclusão, além do pagamento de 123 dias-multa. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 12.

Ricardo Trovão Lafaeff foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa armada, roubo qualificado tentado com uso de armas de fogo e explosivos e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

O juiz Ewerton Meirelis Gonçalves, da 2ª Vara Criminal de Franca, absolveu o réu das acusações de incêndio e de um segundo roubo qualificado com morte por falta de provas suficientes.

Ataque com explosivos em Restinga

O crime aconteceu em setembro de 2024, na rodovia Cândido Portinari, entre Franca e Restinga.

Segundo as investigações, o grupo usou armamento pesado e explosivos para interceptar um carro-forte da empresa Protege.

Durante o ataque, os criminosos atiraram, colocando em risco motoristas que passavam pela rodovia.

A apuração da Polícia Civil apontou que a quadrilha era altamente estruturada, com divisão de tarefas, apoio logístico e uso de propriedades rurais na região para armazenar armamentos e esconder veículos utilizados nos crimes. Parte dos envolvidos foi presa ou morta em confronto com a polícia durante buscas realizadas nos dias seguintes.

Outros oito réus também foram condenados

Além de Ricardo Trovão, outros oito réus foram condenados pela participação no ataque. As penas aplicadas aos integrantes da quadrilha variam conforme o grau de participação no crime:

Entre os demais réus, as penas foram:

Na sentença, o juiz destacou o "alto grau de organização e periculosidade" do grupo e o "clima de medo e comoção social" provocado pelo ataque, ocorrido em plena luz do dia, com uso de explosivos e armamento de guerra.

Armamento e veículos clonados

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu fuzis, munições, coletes balísticos, celulares e explosivos, além de veículos clonados com adesivos e luzes semelhantes às de viaturas policiais, usados para despistar os policiais durante a fuga.

Os condenados permanecem presos e, segundo a decisão, devem continuar detidos durante o julgamento de eventuais recursos.

Apenas um dos réus, Denis da Costa Oliveira, que respondeu ao processo em liberdade, poderá recorrer da decisão fora da prisão. Ele não teve participação direta nas ações armadas, colaborou com as investigações e possui bons antecedentes.