O mês de setembro terminou com um dado alarmante para a segurança viária em Franca: o número de mortes no trânsito subiu 700% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Infosiga-SP, sistema do Governo do Estado que monitora acidentes fatais em todas as cidades paulistas.
Foram oito óbitos registrados em setembro de 2025, contra apenas um no mesmo mês de 2024. A alta expressiva foi puxada, principalmente, pelo aumento nas ocorrências envolvendo motociclistas, pedestres e ciclistas.
Entre as vítimas, três eram pedestres, três motociclistas e duas ciclistas. Em todos os casos, as ocorrências resultaram em mortes no local ou em decorrência dos ferimentos após os acidentes.
No acumulado do ano, de janeiro a setembro, Franca soma 31 mortes no trânsito, o que representa uma alta de 6,9% em relação ao mesmo período de 2024. Embora o crescimento geral seja menor, o número ainda preocupa, principalmente pelos perfis das vítimas.
Os dados mostram que homens são maioria absoluta entre as vítimas fatais, correspondendo a 94,3% dos óbitos registrados no período. As mulheres representam apenas 5,7%.
Outro recorte relevante é o tipo de envolvimento no acidente: 65,7% das vítimas eram condutores, 28,6% pedestres e 2,9% passageiros.
As segundas e terças-feiras foram os dias com maior número de mortes, concentrando juntas 15 das 31 ocorrências fatais do período analisado. Os veículos mais envolvidos nos acidentes foram motocicletas e automóveis, com destaque para o alto índice de mortes de motociclistas — 13 no total, o que representa um aumento de 18,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
A análise mostra ainda que houve queda nas mortes de pedestres (-30,8%) e ciclistas (-25%) no acumulado do ano, embora os números de setembro indiquem um possível novo aumento nessas categorias.
Os gráficos do Infosiga mostram que os meses de junho, agosto e setembro foram os mais violentos nas vias francanas em 2025. Somados, eles concentraram 20 das 31 mortes registradas no ano — mais de 64% do total.
Em junho e agosto foram seis mortes cada, enquanto setembro atingiu o pico com oito, o maior número mensal dos últimos 12 meses. A imprudência e o excesso de velocidade continuam entre as principais causas apontadas pelas autoridades de trânsito para os acidentes fatais.