02 de abril de 2026
INVESTIGAÇÃO

Franca: adulto que incentivou briga entre crianças pode ser preso

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Sampi/Franca
WhatsApp/GCN
Briga entre crianças com participação de adulto, em Franca

As cenas de agressões envolvendo crianças, com o incentivo de um adulto, em Franca, serão apuradas pela Polícia Civil. O fato ocorreu no último domingo, 26, no bairro Vila São Sebastião, na região Oeste da cidade.

O vídeo mostra um desentendimento próximo ao Clube dos Sapateiros. Participam da briga um menino de cerca de 8 anos e outro de 6 anos. Outros garotos apenas assistem, enquanto o homem presente incentiva a confusão: "Pode bater, J***, pode bater (...) mete porrada nele", dizia ele.

A criança mais nova, que sofreu agressões, chegou a se ajoelhar no chão e, chorando, implorou para que parassem, pedindo desculpas o tempo todo.

A família do menino agredido não registrou boletim de ocorrência, mas a Polícia Civil informou, nesta terça-feira, 28, que vai investigar o caso. O adulto pode responder por crimes de tortura e corrupção de menores.

O delegado seccional da Polícia Civil de Franca, Wanir José da Silveira Júnior, disse que, assim que a Polícia Civil tomou conhecimento do fato, solicitou o registro da ocorrência para apurar os acontecimentos.

“Ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos, principalmente incentivar crianças a brigarem, independentemente do motivo. É preciso orientar e/ou procurar os pais para que eles tomem as medidas educativas que a lei permite”, afirmou.

A Polícia Civil já identificou o homem que incentivou a violência. Ele mora no Jardim Martins, nas proximidades do local onde ocorreram as agressões, e será ouvido, podendo responder por crimes graves.

O caso está sendo conduzido pelo delegado Gabriel Fernando, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Tomei conhecimento do vídeo, é revoltante. Vamos responsabilizar essa pessoa. Isso é muito grave”, afirmou o delegado.

Os crimes de tortura e corrupção de menores, cometidos por um adulto, podem resultar em prisão, de acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).