10 de julho de 2026
CRUELDADE

Mãe de bebê morto em São Joaquim da Barra é presa em Goiás

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Polícia Militar de Goiás
Mãe de Gael sendo presa pela Polícia Militar de Goiás (a própria corporação borrou a foto ao divulgá-la); vítima: Gael Henrique Cândido

A mãe do pequeno Gael Henrique Cândido Mendes, de 1 ano, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e foi presa nessa terça-feira, 14, em São Simão (GO). O crime aconteceu em São Joaquim da Barra (SP) no fim de setembro, e a suspeita da Polícia Civil é de que a mãe estava junto com a namorada no momento em que a criança foi agredida.

A prisão foi resultado de uma troca de informações entre equipes de inteligência da Polícia Civil de São Joaquim da Barra, de São Simão e da Polícia Militar goiana. A mulher foi localizada e detida, sendo posteriormente encaminhada à Unidade Prisional de Rio Verde (GO), onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, Gael apresentava uma rotura no fígado, lesão causada horas antes da morte. Laudos do IML (Instituto Médico Legal) apontaram que a criança também tinha ferimentos na cabeça, no rosto e uma fratura no braço que não havia sido tratada.

A Polícia Civil apurou que a mãe estava presente no momento da possível agressão que resultou na rotura e que as duas mulheres — mãe e madrasta — deram versões contraditórias sobre o que teria ocorrido naquele dia.

A madrasta, companheira da mãe de Gael, já havia sido presa temporariamente no início de outubro após a emissão de um mandado de busca e apreensão. À época, ela afirmou que o menino teria se engasgado durante o banho, mas os exames do IML apontaram lesões incompatíveis com essa versão. Ela teve a prisão preventiva decretada em seguida.

De acordo com o delegado Victor Farnezi, responsável pela investigação, o caso inicialmente foi tratado como um acidente doméstico, mas evoluiu para uma suspeita de homicídio e maus-tratos após os resultados periciais.

“O laudo mostrou hemorragias internas e lesões causadas por instrumento contundente. A versão apresentada pelas suspeitas não condiz com os ferimentos encontrados”, afirmou o delegado na época.

O caso segue em investigação pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Joaquim da Barra.

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