10 de julho de 2026
IMAGENS FORTES

Costureira é atacada pelo marido após descobrir traição em Franca

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Reprodução/Câmera de segurança
Marido agredindo mulher e enteada em Franca

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca investiga o caso de uma costureira de 40 anos que foi brutalmente espancada pelo companheiro no último domingo, 12, no Jardim Aeroporto I, na região Sul da cidade. O crime foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, ela descobriu uma traição do homem e relatou o fato à sogra. Ao saber disso, a sogra teria dito ao filho que o celular dele havia sido clonado.

“Eu mandei para ela (mãe dele) na esperança de que reconhecesse que ele estava errado, mas não, né? Ele acordou nervoso... Na hora que ele saiu pela porta, eu falei: ‘você não tem vergonha na cara? Fazer coisa errada, o tanto que eu trabalho e sua mãe ainda te apoiar, mandar mensagem’. Ele não falou nada e saiu me dando soco. Deu-me dois socos e um na minha filha.”

Nas imagens, é possível ver o momento em que o agressor atacou a mulher e chegou a acertar um soco na enteada, que caiu ao tentar defender a mãe.

“Ele tentou me enforcar e falava: ‘vou te matar, desgraçada, agora eu vou te matar’. Era a única coisa que ele dizia. Minha filha levantou e ficou no portão... eu comecei a perder o ar. Pedi para Jesus não me deixar morrer na frente dos meus filhos. Nesse momento, minha filha ameaçou ir para cima dele de novo. Ele fez mais uma ameaça e, nisso, eu consegui sair. Foi tudo muito rápido. Depois, ele veio para cima de mim de novo, falando que ia me matar. Eu saí correndo, ele pegou uma moto e fugiu.”

Preso e solto

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, o suspeito não estava mais lá. Minutos depois, ele retornou à residência e foi preso em flagrante.

A vítima conseguiu uma medida protetiva contra o agressor. Ele foi encaminhado à cadeia do Jardim Guanabara, mas foi solto na última segunda-feira, 13, após audiência de custódia.

"Fiz tudo o que estava ao meu alcance: boletim, medida protetiva, dentro da lei. Ele ficou preso só uma noite, porque tem residência fixa, emprego fixo. Mas nada disso impediu que ele tentasse me matar na frente dos meus filhos", disse a vítima.

"Estamos com medo"

A costureira ainda contou que agora vive com medo e se revolta com a impunidade. Ela precisou ir ao hospital por conta das lesões sofridas. “Eu nunca pensei em passar por isso na minha vida. Estou vivendo um dia de cada vez, com medo. As crianças estão com medo, olhando na câmera para ver se ele não chega. A menor, toda hora que alguém toca aqui, fala para não abrir o portão, com medo de ele me bater de novo. Estamos dormindo todos juntos porque estamos com medo.”

“Queria que a justiça fosse feita. É muito fácil me bater, me agredir, agredir a mente dos meus filhos e sair da delegacia por ter emprego e residência fixa. É difícil, estou vivendo trancada", completou.

O caso segue sendo investigado pela DDM de Franca. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do agressor.