A Guarda Civil Municipal de Monte Alto, a 165 km de Franca, prendeu três pessoas na noite do último sábado, 4, após descobrir uma clínica clandestina que realizava coletas ilegais de sangue em gatos para comercialização com uma empresa de São José do Rio Preto. O Portal GCN/Sampi teve acesso as imagens da reidencia nesta terça-feira, 7.
A ação ocorreu após uma denúncia encaminhada pela Secretaria de Meio Ambiente, que recebeu uma publicação via status do WhatsApp oferecendo R$ 50 por gato “doado” para coleta de sangue. A equipe, acompanhada pela diretora da pasta, foi até o endereço indicado e flagrou a prática.
No local, uma residência simples, havia cinco pessoas - três homens e duas mulheres. Os homens estavam vestidos como profissionais da área veterinária e portavam seringas, agulhas, tubos de coleta e outros materiais clínicos. Durante a vistoria, os agentes encontraram um gato em estado extremamente debilitado, apresentando sinais de anemia e prostração, possivelmente por retirada de sangue em excesso.
O animal foi imediatamente socorrido pela equipe veterinária da Prefeitura e levado ao PET Contêiner para atendimento emergencial. “O gato estava muito fraco, provavelmente em risco de morte. Foi estabilizado e segue sob cuidados”, informou a médica veterinária responsável, que elaborou o laudo de maus-tratos.
Durante a abordagem, um dos suspeitos afirmou ser estudante de veterinária, enquanto os outros se identificaram como auxiliares. Eles confessaram que o sangue dos gatos era coletado e enviado para uma clínica de São José do Rio Preto, onde seria usado em transfusões.
Segundo o depoimento, um dos homens recebia cerca de R$ 300 pelo trabalho, enquanto os demais ganhavam R$ 100. Um veículo VW Voyage branco era utilizado para transportar o material e fazer deslocamentos.
A proprietária do imóvel alegou que apenas cedeu o local “para ajudar animais”, enquanto a mulher que publicou o anúncio disse “não saber que se tratava de uma prática irregular”.
A GCM, acompanhada da Polícia Científica, realizou perícia no local e apreendeu todo o material.
Três pessoas foram presas em flagrante e seguem à disposição da Justiça. A proprietária da clínica, conforme apurado, já respondia a outro processo pelo mesmo tipo de crime.
Segundo a investigação, quem entregava um gato recebia R$ 50, e os intermediadores - responsáveis por indicar os animais - ganhavam R$ 20 por cada doação.