A defesa de Eraldo Bastos Guimarães, investigado na Operação Castelo de Areia, se manifestou após a decisão da Justiça que converteu a prisão preventiva do réu em prisão domiciliar. Ele e outros alvos foram presos após o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrar a operação contra núcleos de acusados agiotagem que movimentavam milhões de reais em Franca, Ribeirão Preto e até em Minas Gerais
Segundo os advogados Sandra Mara Domingos e Thales Henrique Domingos Barrelin, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e da prisão temporária, em 3 de junho deste ano, nada de ilícito foi encontrado.
"Nada, absolutamente nada, de ilícito foi encontrado para provar a função contínua do acusado ou qualquer ilicitude, não demonstrou tarefas ou comprovou a participação junto aos sentenciados da Castelo de Areia fase 1", diz trecho da nota dos advogados.
Os advogados afirmam ainda que não existem provas concretas de que Eraldo estivesse comprometido com práticas ilegais da organização criminosa. “Ele não tinha qualquer relação comercial, trabalhista ou qualquer outra com os demais investigados e sentenciados, apenas familiar”, sustentaram.
Na fase de instrução processual, foram ouvidas testemunhas e realizado o interrogatório do réu, ocasião em que a defesa pediu a revogação da prisão preventiva. O Ministério Público, segundo os advogados, por sua vez, reconheceu que não havia elementos que indicassem risco à ordem pública em caso de soltura, mas opinou pela manutenção de medidas cautelares.
O juiz da 3ª Vara Criminal de Franca indeferiu a liberdade plena, mas converteu a prisão preventiva em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e restrições de contato com outros acusados.
A defesa informou que continuará atuando para obter uma decisão final favorável ao cliente.