10 de julho de 2026
INCÔMODO

Paciente denuncia culto no PS de Franca: '20 minutos de berros'

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
WhatsApp/GCN
Vídeo mostra momentos em que pessoas promovem manifestação religiosa no PS de Franca

Uma paciente que aguardava atendimento na noite de segunda-feira, 22, no Pronto-socorro "Dr. Álvaro Azzuz", em Franca, denunciou a realização de um culto religioso dentro da unidade de saúde. Segundo ela, o episódio aconteceu por volta das 22h e durou cerca de meia hora, causando incômodo e constrangimento a quem estava no local.

“As pessoas doentes e estão fazendo culto com berros aqui há 20 minutos. Esse é um ambiente público em que o silêncio é uma regra. Isso não deveria acontecer”, disse a paciente de 35 anos, que estava no local aguardando consulta.

A mulher afirmou que o grupo cantava em alto volume, batia palmas e fazia orações dentro do pronto-socorro. “Gritos, bateção de palmas numa manifestação religiosa em lugar público, de silêncio e cuidados com a saúde. Teoricamente, não se pode nem buzinar nas ruas próximas ao hospital, mas isso aqui tem acontecido com frequência”, acrescentou.

De acordo com a paciente, após cerca de 30 minutos no interior da unidade, os religiosos permaneceram do lado de fora, ainda cantando e rezando em voz alta. “Eu estava com muita dor, o local bastante cheio e esse escândalo durou mais de 30 minutos na parte de dentro. Depois, eles permaneceram cantando em alto volume do lado de fora”, relatou.

Ela contou que chegou a procurar funcionários da unidade em busca de providências. “Falei com os seguranças e enfermagem, e eles disseram que isso acontece com frequência, que não sabem o que fazer, porque inclusive já teve dias da baderna acontecer incentivada por vereadores”, afirmou.

Segundo a paciente, a situação deixou todos desconfortáveis. “As pessoas todas constrangidas, acredito que mesmo quem é da religião deles, porque é totalmente inadequado”, completou.

A Prefeitura de Franca, através da Secretaria de Saúde, disse, em nota, que um grupo religioso esteve no pronto-socorro, permaneceu por cinco minutos e foi orientado sobre a proibição deste tipo de atividade dentro da unidade.