11 de julho de 2026
EM PAUTA

Câmara vota política de reintegração de ex-detentos e dois vetos

Por Pedro Baccelli | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Divulgação/Câmara Municipal de Franca
Sessão ordinária da Câmara Municipal de Franca

A Câmara Municipal de Franca apreciará dois vetos do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) a projetos de leis aprovados em 12 de agosto. A pauta também conta com a criação de uma política de reintegração de ex-detentos na sociedade. As propostas serão votadas na sessão ordinária desta terça-feira, 23.

Veto ao projeto que criava a Brigada de Incêndio Ambiental

O prefeito Alexandre Ferreira vetou o projeto de lei de autoria de Walker Bombeiro da Libras (PL) que criava uma Brigada de Incêndio Ambiental. O jurídico da Prefeitura fundamentou o veto em diversos problemas no projeto:

No conjunto, o jurídico do município entendeu que o projeto invadiria competências do Executivo e imporia obrigações administrativas e financeiras, fugindo à competência da Câmara Municipal.

Veto ao Banco Vermelho Gigante 

Também consta na pauta o veto do Executivo ao projeto da vereadora Andréa Silva (Republicanos) que propunha a instalação do Banco Vermelho Gigante em espaços públicos de Franca, iniciativa simbólica que marca o luto pelas vítimas de feminicídio e funciona como alerta sobre a violência contra a mulher.

O jurídico da Prefeitura apontou que a execução prática da proposta dependeria da celebração de termo de adesão ou convênio com entidades ou órgãos, e que a celebração desse tipo de instrumento é iniciativa do Executivo.

Política para egressos do sistema prisional 

O vereador Marcelo Tidy (MDB) propõe a criação da Política Municipal de Apoio à Reintegração Social de Egressos do Sistema Prisional. A proposta traz um conjunto de medidas para reduzir a exclusão social e facilitar o retorno ao mercado e à vida em comunidade.

Entre elas, estão ações educativas e campanhas públicas para minimizar o estigma contra pessoas que cumpriram pena. Prevê também oferta de cursos de qualificação profissional e programas de EJA (Educação de Jovens e Adultos) voltados a egressos.

Para isso, propõe celebração de convênios e parcerias com o setor privado para abertura de vagas e facilitação de contratação de egressos; programas com olhar de gênero para mulheres que saem do sistema prisional, contemplando proteção, atenção a situações de vulnerabilidade e medidas de acompanhamento social; e criação de um cadastro voluntário e sigiloso para mapear beneficiários, acompanhar a inserção em programas e facilitar encaminhamentos a políticas públicas.

Direito a intérprete de Libras nas unidades de saúde 

Outra proposta em pauta, de Walker Bombeiro das Libras, garante às pessoas com deficiência auditiva o direito de levar intérpretes de Libras durante atendimentos nas unidades de saúde do município.

Segundo o projeto, o paciente com deficiência auditiva teria assegurado o direito de estar acompanhado por um intérprete de Libras no atendimento em unidades públicas de saúde.

O texto prevê explicitamente que o intérprete não substitui o acompanhante legal quando este for exigido por norma ou situação específica. A contratação do intérprete fica a cargo do paciente ou de sua família, segundo o projeto.