Foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado o empresário Fabrício de Luna Vieira, de 42 anos, responsável pelo acidente que matou a francana Katiuscia Bianca, de 31 anos, em 2019, na rodovia Cândido Portinari, em Brodowski.
A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri na noite desta quinta-feira, 18, na Câmara dos Vereadores da cidade, após mais de oito horas de sessão. Vieira foi considerado culpado por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, e por duas tentativas de homicídio, já que o noivo de Katiuscia, Igor de Moraes Alves, e a filha do casal também ficaram feridos.
No julgamento, foi decidido que não caberia recurso em liberdade, e o empresário foi levado imediatamente para o sistema prisional por uma viatura da Polícia Militar.
Foram ouvidas quatro testemunhas de acusação, uma de defesa, além de Igor e do próprio réu. Depois dos debates entre acusação e defesa, os jurados deram o veredito pela condenação.
De acordo com a EPTV, afiliada da TV Globo, familiares de Katiuscia se emocionaram ao lembrar da dona de casa que morava em Franca, morta há seis anos.
O acidente aconteceu na noite de 13 de janeiro de 2019. O carro onde estavam Katiuscia, o marido e a filha pequena do casal foi atingido pelo veículo conduzido por Vieira.
Com o impacto, o carro da família foi arremessado contra uma árvore no acostamento da rodovia.
Katiuscia chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o marido, que é mecânico, a mulher estava no banco do passageiro, mas trocou de lugar para o banco traseiro minutos antes da colisão, após a filha acordar chorando.
No momento do impacto, ela teria se debruçado sobre a cadeirinha, para proteger a menina.
Testemunhas relataram que o empresário apresentava sinais visíveis de embriaguez e chegou a pedir que a Polícia Militar não fosse acionada. O próprio marido da vítima afirmou que, além de estar bêbado, Vieira o ameaçou logo após a batida.
Um vídeo gravado após o acidente, mostrou o motorista alterado e confessado ter bebido horas antes em Ribeirão Preto. Esse vídeo foi usado pelo Ministério Público na acusação.