11 de julho de 2026
NESTA QUARTA

José Lourenço Alves lança no Sesc o romance 'A Casa Sobre Rocha'

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
José Lourenço Alves, com 'A Casa Sobre Areia', de Antônio Constantino, e o seu 'A Casa Sobre Rocha'

Escritor, membro da Academia Francana de Letras da qual foi presidente, promotor de Justiça aposentado, especialista em Inteligência de Segurança Pública, mestre em Desenvolvimento Regional, doutor em Promoção de Saúde e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da Unesp Franca, José Lourenço Alves lança nesta quarta-feira, 17, no Sesc Franca, em evento marcado para as 19h, o romance A Casa Sobre Rocha.

De sua bibliografia, constam livros como Compromisso e Realidade (2007), Nas Entrelinhas (2011), Liberdade - uma estória (2013), iSOLados e reunIDOs (2022) e Liberdade de Expressão (2023). Também compositor, assina textos em prosa e verso que podem ser acessados em sua página no Facebook.

O portal GCN/Sampi o entrevistou na véspera do evento. Confira:

Como definiria o enredo do seu romance?
Pode ser também a saga de um filho adotivo, gerado e gestado de modo - digamos - turbulento, que cresce sem saber que fora adotado, numa família composta de mãe viúva, de empregada doméstica e do filho da empregada, seu irmão de leite. Uma saga existencial, nesse sentido.

Qual foi a gênese do livro?
Surgiu na ocasião em que estava preparando uma análise de A Casa Sobre Areia (do poeta, prosador, jornalista e bibliotecário Antônio Constantino) para apresentar na Academia Francana de Letras, em evento organizado por Baltazar Gonçalves (acadêmico, ficcionista, poeta, professor).

Se pudesse conversar com um dos personagens que criou, com qual deles seria?
A mãe de leite e empregada doméstica Geruza, com certeza.

Quanto tempo levou a construção de A Casa Sobre Rocha?
Perto de três meses na primeira etapa. Foi rápido, mérito do narrador a quem me entreguei, um “personagem” que tomou conta do relato. Depois, para fazer alguns ajustes na narrativa, deixá-la mais “modernista”, e descobrir o final, demorou mais. Quase um ano. Mais seis meses de revisão e projeto gráfico.

O que o leva a escrever ficção?
A história a ser contada. Há narrativas que só podem ser mostradas assim.

Qual a importância da literatura na contemporaneidade marcada pela comunicação por imagens e mensagens curtas das redes sociais?
Acho a literatura insubstituível. Imagens e mensagens curtas têm o seu papel, mas para aguçar o senso crítico e o autoconhecimento, a literatura é insubstituível. Não acho que há nem haverá vida feliz sem senso crítico e autoconhecimento.

Escrever é dom ou habilidade?
Ambos, em doses diferentes. E tem o surgimento, sei lá como, de uma paixão que resiste e persiste.

Qual o seu processo de escrita?
Tenho que me apaixonar pelo tema e pelo modo de narrar. Tem que ser uma rotina prazerosa e quase sempre ditada pela intuição.

Qual a expectativa para o lançamento nesta quarta-feira?
A melhor possível. Será menos um lançamento e muito mais uma celebração cultural para reverenciar o grande Antônio Constantino e grandes escritores e artistas contemporâneos. O público terá contato com obras e personalidades fundamentais da diferenciada literatura que temos aqui.