10 de julho de 2026
EDUCAÇÃO

Alunos da 'Helena Cury' temem fechamento do período noturno

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Google
Escola Estadual 'Profª Helena Cury de Tacca'

Um estudante de 17 anos da Escola Estadual "Helena Cury", no Jardim Tropical, em Franca, fez um apelo para que autoridades de educação intervenham diante da situação enfrentada pelos alunos do período noturno. Segundo ele, a direção da unidade passou a exigir documentos que comprovem vínculo de trabalho formal, com carteira assinada, para que os alunos possam continuar matriculados.

O problema, de acordo com os relatos, é que boa parte dos estudantes trabalha de forma informal e não tem como apresentar esse tipo de comprovação. "Estamos correndo o risco de perder a vaga", disse o aluno.

A escola, que é pequena e conta com apenas nove salas - uma delas com somente 20 alunos -, não tem laboratório, sala de informática e dispõe de um pátio reduzido. Para os estudantes, não há possibilidade de abrir turmas durante o dia, porque a estrutura não comportaria.

Outro ponto levantado é que as escolas da região funcionam em período integral, o que impossibilita a permanência de jovens que precisam trabalhar. Professores já comentam que o noturno poderá deixar de existir no próximo ano e que os alunos seriam transferidos para o "Cede" (Escoal Estadual "David Carneiro Ewbank"), na Estação. Eles dizem que o local é distante.

A maior preocupação dos estudantes é que, caso apenas quem tenha registro formal de trabalho permaneça no curso, o número de matriculados cairá drasticamente, aumentando as chances de fechamento definitivo da escola.

"Quando questionamos a gestão, nos dizem que não é culpa deles. Mas nós não sabemos a quem recorrer. Precisamos de providências urgentes", afirmou o aluno.

De acordo com ele, uma alternativa seria aceitar uma declaração que formalize o trabalho, mesmo que seja informal, já que resoluções estaduais permitem medidas administrativas que garantam a oferta do ensino noturno.

O que diz a Seduc?

Em resposta, a Unidade Regional de Ensino de Franca reforçou que todo estudante tem vaga garantida na rede estadual. Segundo o órgão, alunos com vínculo de trabalho têm prioridade no período noturno, desde que apresentem documento que comprove o emprego.

Ainda conforme a nota, as escolas que não tiverem número de alunos suficientes para justificar a manutenção do noturno terão seus estudantes transferidos para outras unidades. Nestes casos, se a distância for superior a 2 km da residência, os alunos terão direito ao transporte escolar gratuito.