A Câmara Municipal de Franca anunciou sessão extraordinária para esta quinta-feira, 4, às 10h, para discutir a revogação da lei recém-aprovada que proíbe rodeios no município. A nova proposta apresentada é de autoria do vereador Zezinho Cabeleireiro (PSD).
O projeto busca derrubar a lei da vereadora Lindsay Cardoso (PP), promulgada em 5 de agosto, proibindo rodeios em Franca. Além disso, o texto barra também a atividade e festas similares, como vaquejadas e touradas.
O projeto de lei de autoria do vereador Zezinho Cabeleireiro foi protocolado na última sexta-feira, 30, e foi lido durante a sessão ordinária na manhã desta terça-feira, 2. O vereador embasou seu projeto em leis federais que regulamentam a atividade no Brasil. “Rodeio gera empregos, renda, turismo, movimenta a economia local e proporciona lazer às pessoas”, justifica o vereador.
Ao convocar a sessão extraordinária, o presidente da Câmara, Daniel Bassi (PSD), esclareceu que a sessão desta terça-feira, 2, é exclusiva para a discussão e votação do Orçamento da cidade para o exercício de 2026, previsto em R$ 1,7 bilhão.
“Esse projeto a gente não consegue votar hoje (terça) porque é uma pauta exclusiva das peças orçamentárias, Plano Plurianual e Leis Diretrizes Orçamentárias. Então, a Câmara Municipal está convocando uma sessão extraordinária para esta quinta-feira só para votar este projeto”.
O projeto que proíbe o rodeio foi aprovado por 10 votos a 4, e gerou muita polêmica. Votaram contra o projeto de Lindsay Cardoso: Zezinho Cabeleireiro, Carlinho Petrópolis Farmácia (PL), Donizete da Farmácia (MDB) e Kaká (Republicanos).
Votaram favor do projeto que proíbe rodeios em Franca: Walker Bombeiro da Libras (PL), Fransérgio Garcia (PL), Claudinei da Rocha (MDB), Marcelo Tidy (MDB), Andréa Silva (Republicanos), Marco Garcia (PP), Leandro O Patriota (PL), Marília Martins (PSOL), Gilson Pelizaro (PT) e Lindsay Cardoso (PP).
Para o projeto de Zezinho Cabeleireiro ser aprovado, quatro vereadores que votaram pela proibição do rodeio precisam mudar de ideia. A segunda opção é a mudança de voto de três parlamentares e, ficando a votação empatada, o presidente da Câmara votar pela revogação. Em ambos os cenários, nenhum vereador que foi contra o projeto de Lindsay pode mudar de opinião.